
Segundo o jornalista Fernando Rodrigues, autor da reportagem, o pacote foi finalizado ontem à noite numa reunião entre Mantega e Dilma Rousseff. Haverá cortes de custeio da máquina pública e podem ser anunciadas também mudanças na meta de superavit primário (a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida)
O anúncio do pacote ocorre um dia antes de o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reunir para decidir se aumenta os juros básicos da economia (a taxa Selic), que está em 12,5% ao ano.
Incentivos para a indústria foram anunciados no começo do mês
No começo deste mês, o governo anunciou um outro pacote contra os efeitos da crise. Foi um conjunto de incentivos para a indústria, chamado de Brasil Maior, com objetivo de reduzir custos da produção das empresas em R$ 25 bilhões no próximos dois anos. As medidas incluíram a isenção da alíquota de 20% do INSS de setores afetados pela queda do dólar, como confecções, calçados, móveis e softwares.
Outras mudanças anunciadas no começo do mês foram a criação de um fundo de financiamento à exportação, um projeto-piloto para desonerar a folha de pagamentos em setores com mão de obra intensiva, além de um regime tributário especial para o setor automotivo.
O governo também havia anunciado que pretende elevar a taxa de investimento sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de 18,4% em 2010 para 22,4% ao final do plano de política industrial.
Em julho, governo criou taxa contra a queda excessiva do dólar
Antes, no fim de julho, o governo adotou outras medidas para tentar conter a queda do dólar. Foi criada uma taxa de 1% sobre as operações de derivativos cambiais feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no país. Mas, se for necessário, o governo pode aumentar essa taxa até 25%
Todas as operações realizadas entre empresas (chamadas de balcão, quando nenhuma autoridade é informada) terão de ser registradas em órgãos oficiais. Os derivativos cambiais considerados especulativos vão pagar imposto de 1% imediatamente. Esse imposto pode subir até 25% se as medidas não adiantarem.
Segundo analistas, as medidas para tentar segurar a queda do dólar vão atuar sobre o mercado futuro, com o objetivo de diminuir a especulação dos investidores.
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