
A postura inflexível do banco só deixa evidente que os empregados têm de se mobilizar para que direção apresente propostas.
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A palavra “não” continua doce na boca dos patrões. Depois da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foi a vez da Caixa Econômica Federal frustrar os bancários na primeira rodada de negociações realizada na sexta feira (02/08), em Brasília (DF).
A postura inflexível do banco só deixa mais evidente que os empregados têm de se mobilizar e pressionar para que a direção apresente propostas reais.
Entre os principais temas em pauta na negociação: segurança bancária, Funcef, Prevhab e aposentados.
No quesito segurança, os representantes da Caixa tiveram a cara de pau de minimizar as ocorrências recentes e disseram que estão adotando todas as medidas exigidas pela lei para aumentar a proteção dos bancários e clientes. A empresa negou-se ainda a aumentar a indenização para as vítimas de assalto/sinistro.
Em relação ao Fundo de Pensão (Funcef), os empregados questionaram a frequente utilização do voto de minerva nas decisões da Fundação. No entanto, mais uma vez o banco desconversou e afirmou que continuará utilizando esse método, pois está previsto na lei complementar nº 108/2001.
Quanto aos participantes do REG/Plan não-saldado, os bancários reivindicaram o fim da postura discriminatória da Caixa. Para ser ter uma ideia, esses empregados não puderam aderir ao PCS de 2008 e foram excluídos do Plano de Funções Gratificadas em 2010. Em resposta, a Caixa disse que não vê discriminação e que manterá essa política.
Os aposentados também não conseguiram nenhum avanço nas negociações. A Caixa rechaçou qualquer possibilidade de pagamento da cesta e do auxílio alimentação por impossibilidade técnica. O banco disse ainda que cumpre as regras do Programa de Alimentação do Trabalhador, as quais só se aplicam aos ativos.
As negociações específicas da Caixa, que acontecem paralelamente às gerais da categoria com a Fenaban, prosseguem no dia 8 com os temas condições de trabalho, saúde do trabalhador e Saúde Caixa. No dia 14, o debate será sobre carreira, jornada e isonomia de direitos entre todos os empregados.
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