O número de cédulas manchadas de tinta rosa recolhidas pelo Banco Central surpreende. Entre maio e julho, foram 27.919 notas. Somente no mês de junho, foram recuperadas 22 mil, equivalente a 78% do total nos três meses.
O dispositivo que mancha o dinheiro foi implantado pelos bancos para evitar prejuízos com a nova moda de roubo - explosões a caixas eletrônicos. A medida, inicialmente, causou grande polêmica por não permitir que o consumidor que sacasse uma nota manchada fizesse a troca imediatamente.
O BC, no entanto, voltou atrás e anunciou que as notas sacadas diretamente do terminal teriam de ser trocadas pelo banco sem a apresentação de boletim de ocorrência, nem extrato bancário.
O problema é que a medida continua sem proteger clientes e bancários. Isso porque os assaltos continuam a acontecer e em grande proporção. Ou seja, o dispositivo antifurto só beneficia mesmo os bancos.
Talvez isso explique o silêncio da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e das organizações financeiras que, questionadas sobre o assunto, alegam questões de segurança para não se pronunciarem.