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EM FOCO / ASSÉDIO MORAL

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O assédio moral massacrante do Banco do Brasil

Bancária afirma que adoeceu física e psicologicamente em virtude do assédio moral que ela sofreu nos últimos anos no Banco do Brasil.

24/10/2011 às 09:36
Ascom/SEEB-MA
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O texto abaixo reproduz a denúncia feita por uma bancária do BB ao Sindicato dos Bancários do Maranhão.

Parece que o Banco do Brasil (BB) não aprende. Embora venha sendo constantemente condenado pela Justiça do Trabalho pela prática de assédio moral contra seus empregados, o banco insiste em continuar com esse modelo de gestão baseado no medo, na coação e no desrespeito ao trabalhador. Desta vez, a vítima do BB é uma bancária lotada atualmente na agência do Tirirical – que desde 2005 – vem sofrendo uma série de humilhações e constrangimentos por parte de seus gestores.
 
A bancária – que ingressou no banco em 2000 – relata que até 2004 não teve nenhum tipo de problema no BB e era vista como uma funcionária dedicada e comprometida. No entanto, os problemas apareceram, em 2005, quando ela ainda trabalhava na agência do BB da Areinha. Na ocasião, o assédio moral começou quando ela se tornou mãe e começou a apresentar sintomas da síndrome do túnel do carpo (LER/DORTH). Segundo relato da vítima, seu gestor da Areinha chegou a dizer – em tom irônico - que era uma precipitação por parte dela, a adoção de uma criança.
 
Tal conversa piorou ainda mais a situação entre os dois. Em virtude de sua situação familiar e de saúde, a bancária utilizou-se de seus direitos à licença-maternidade, abonos, folgas, compensação de horas extras, além de atestados médicos, os quais lhe deram o amparo legal para afastar-se do emprego pelo tempo determinado pela Justiça e pelos médicos do trabalho. A partir de então, as críticas e os ataques depreciativos alcançaram um nível extremo, a ponto de a bancária ser vítima de frases como “não trabalha”, “vive enrolando”, “é preguiçosa”, “só inventa doenças”, entre outras.
 
A situação chegou a um ponto em que os gestores nem mais falavam com a trabalhadora, a qual caiu numa espécie de ostracismo dentro da empresa. Por causa dessa desmoralização, a bancária passou a apresentar, primeiramente, um quadro de desestabilização emocional, culminando em 2006, no adoecimento da mesma, que passou a sofrer também de obesidade, pressão alta, fibromialgia, além de depressão e arritmia cardíaca. Tais doenças são comumente relacionadas a pessoas que sofrem situações de estresse constante no ambiente de trabalho. Ainda hoje, a empregada toma remédios controlados como: Rivotril (antidepressivo), Llyrica (para fibromialgia), Codex e Codaten (para dor). Fora o Aradois (para pressão) e Metiformina (pois está no quadro pré-diabético).
 
Em 2007, após parecer de um neurologista, a bancária, na tentativa de melhorar sua qualidade de vida e de trabalho, conseguiu junto à Gestão de Pessoas do BB (Gepes) sua transferência para outra agência, a do Tirirical, que fica mais próxima da casa dela. No entanto, o que parecia um sonho, se tornou um pesadelo. O assédio moral praticado pelo gerente geral da agência Tirirical é ainda mais agressivo. Devido ao estado debilitado de saúde da bancária, provocado pelas humilhações ocorridas dentro do banco, ela continuou a tirar licenças com amparo médico-psicológico. No entanto, o gestor da agência não fala com a empregada depois que ela retorna das licenças.
 
Começou então, uma nova perseguição contra a bancária. Dentre as queixas: exclusão de reuniões, em que apenas ela ficava de fora, pedido de adiantamento de férias negado, sobrecarga de trabalho, deslocamento da bancária para o auto-atendimento (local onde o estresse é redobrado por se tratar de um setor que atende diretamente o público) e para a  Super-MA para trabalhar no setor de crédito durante um mês, mesmo o gestor estando ciente de que a vítima sofria de diversos problemas de saúde e que o acesso à Superintendência lhe seria prejudicial devido às suas limitações físicas. O banco negou-se a custear o táxi para o deslocamento da mesma, obrigando a vítima a pagar corridas de táxi por conta própria para não piorar seu estado de saúde.
 
O estopim ocorreu na volta da bancária à agência Tirirical após sua passagem pela Super-MA. Diante da piora do seu quadro, ela pediu que retornasse à unidade. Durante uma reunião de portas fechadas com o gerente geral, a avaliadora da vítima e outro gerente do banco, a bancária foi ameaçada e cobrada abusivamente, por estar prejudicando, segundo o gestor, os resultados e o cumprimento das metas da agência em relação ao crédito imobiliário.
 
Diante de toda essa situação constrangedora e – sem solução por meio do diálogo - a bancária procurou o Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) em busca de seus direitos e, acima de tudo, de sua paz. O SEEB-MA informa que já encaminhou o caso à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Afinal, o bancário – grande responsável pelo lucro dos bancos – merece respeito e não pode, de maneira alguma, ser humilhado de tal forma. O Sindicato entrará com ação na Justiça em substituição à bancária e afirma que levará o caso até a última instância para que a dignidade dessa bancária seja respeitada diante dessa gestão do medo que impera no Banco do Brasil no Maranhão. 

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