
No ano em que a economia deve crescer 3,5%, mesmo com a crise financeira internacional, os bancos, que no primeiro semestre lucraram R$ 27,4 bilhões, se recusam a atender as reivindicações da categoria, obrigando a paralisação. Entre os itens da minuta, 12,8% de reajuste salarial (inflação mais 5% de aumento real pedido pelos representantes nacionais dos bancários), mas as empresas oferecem apenas 0,56% de aumento real.
O índice reivindicado é justo e pode ser oferecido com folga, já que o setor bancário continua a ser o mais lucrativo da economia nacional. Para se ter ideia, o setor de petróleo e gás, o segundo em lucratividade, embolsou R$ 21 bilhões entre janeiro e junho e os trabalhadores do setor, também em campanha salarial, querem reajuste de 17,19%.
O Dieese, inclusive, divulgou recentemente estudo que comprava que o aumento real dos salários é possível e que não compromete a estabilidade da economia, como pregam os empresários. A estimativa é de que a inflação chegue a 6,5%, menor do que os 7,5% de 2010.
Outro dado merece relevância. Somente neste ano, 88,7% das categorias que terminaram a campanha salarial conquistaram aumento real dos salários, o maior percentual dos últimos três anos. Tem mais, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil só terá chances de ser um país plenamente desenvolvido se possibilitar o crescimento contínuo do salário.
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