
Propostas apresentadas estão muito aquém das possibilidades dos bancos e das necessidades dos bancários!
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Estamos há vinte e um dias enfrentando a linha dura da direção do BB e do Governo Dilma. Mas apesar de toda a força da greve a proposta apresentada está muito aquém das possibilidades dos bancos e das necessidades dos bancários. Ela é inclusive inferior ao Acordo do ano passado. A proposta deste ano está apenas 1,5% acima da inflação, contra 3,08% do Acordo de 2010. Mesmo com o lucro do Banco tendo crescido 15,3%.
Mais uma vez, o BB, a exemplo do que fez em 2010, não aplica o mesmo aumento dado pela Fenaban ao piso. É muita hipocrisia! Passam todo esse tempo dizendo que não podem apresentar proposta por fora da Mesa Única. Mas só seguem a Fenaban quando querem. O aumento do piso proposto pela Fenaban é de 12%, enquanto no BB é 10%. O aumento proposto pela Caixa é ainda maior, 14%. Os bancários do BRB conquistaram piso de R$ 1.900,00, o maior da categoria.
A compensação dos dias parados, nos mesmos moldes dos anos anteriores, funciona como uma punição aos que fizeram a greve. Não podemos nos contentar com a compensação tomando como parâmetro a ameaça feita pelo governo de descontar os dias parados. Devemos manter nossa reivindicação de abono dos dias de greve, pois quem lutou pelo aumento de todos não merece ser punido!
Sobre a jornada de 6 horas o BB propõe a instalação de Mesa Temática, mais conhecida como mesa de enrolação permanente. Mesmo perdendo várias ações na justiça por desrespeitar a jornada determinada na CLT, o BB continua nos enrolando.
Rejeitar a proposta do BB e fortalecer a greve!
A greve continua forte em todo o país, portanto acreditamos que esta não é a hora de recuar. Por isso, propomos a MANUTENÇÃO DA GREVE E A APRESENTAÇÃO DE UMA CONTRAPROPOSTA À DIREÇÃO DO BB, que leva em consideração os acordos fechados pelo BRB e BANPARÁ. Queremos:
- Piso de R$ 1.900,00, igual ao acordo do BRB.
- Definição de data, em Acordo, para implantação da jornada de 6 horas sem redução de salário.
- Retorno do anuênio. Reconquistado no BRB Os bancários do BRB reconquistaram o anuênio na campanha salarial do ano passado.
- Isonomia: Licença-prêmio para todos. O acordo do Banpará, deste ano, concedeu a licença-prêmio a todos os funcionários.
- 10% de reajuste sobre todas as verbas (índice conquistado pelo Banpará).
- Abono dos dias de greve, sem compensação. A greve é um direto e só foi deflagrada pela intransigência dos banqueiros e do governo!
A Contraf-CUT, apesar de dizer que esta é a maior greve dos últimos 20 anos, utilizará nas assembleias todo o tipo de ameaça para acabar com a greve. Ao mesmo tempo, o governo federal, de quem a CUT é aliada, vai manter a linha de endurecimento.
Além de votarmos a rejeição da proposta do Banco e a continuidade da greve, é preciso entender que estaremos em outro momento da greve e que será fundamental fortalecê-la. O funcionalismo deverá construir o movimento todos os dias, estando nos piquetes e nas assembleias, apresentando propostas de organização para fortalecer a greve e cobrando a responsabilidade da direção do sindicato no seu encaminhamento.
A greve é nossa e é a única forma de pressionar o Banco. Não podemos continuar engolindo os acordos rebaixados, a forma como o Banco nos enrola em relação ao atendimento dos nossos direitos, a crescente precarização das condições de trabalho, as metas e o assédio moral que estão adoecendo e matando o funcionalismo.
Esta é a hora de assumirmos a condução do movimento e ir à luta, juntos, por conquistas!
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