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Bancos geram empregos, mas demitem muito no Brasil

02/12/2011 às 14:40
SEEB-MA
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Os bancos que atuam no Brasil geraram 18.167 novos postos de trabalho entre janeiro e setembro de 2011. A notícia até parece boa, mas, em contrapartida, o número de demissões também disparou, ou seja, as organizações financeiras continuam a investir na prática perversa da rotatividade.

Somente o Itaú Unibanco e Santander foram responsáveis pelo corte de 2.496 e 1.636 vagas, respectivamente. Os dados mostram que os bancos, que até setembro lucraram R$ 37,2 bilhões, têm perfeitas condições de ampliar o número de vagas. Sobra dinheiro e falta bom senso.

Os empregos gerados nos noves primeiros meses do ano são resultado de 46.064 contratações e 27.897 desligamentos. O saldo corresponde a um avanço de 6,45% no emprego bancário, na comparação com o mesmo período de 2010, quando foram criados 17.067 novos postos. Em relação ao mês de dezembro do ano passado, o número de funcionários no setor subiu 3,76%, somando 483.097 trabalhadores.

Isoladamente, a quantidade até parece grande. Mas, basta verificar os dados para confirmar a discrepância. A economia brasileira gerou, neste mesmo período, 1.805.337 empregos. O setor bancário contribui com apenas 1,01% do total.

Rotatividade

De janeiro a setembro, a remuneração média dos admitidos foi de R$ 2.487,74, queda de 38,45% em relação aos desligados, que ganhavam R$ 4.041,62. As demissões sem justa causa foi o principal motivo das dispensas, totalizando 47,8% dos cortes.

As coisas não mudam. Os bancos continuam com o esquema da rotatividade para reduzir os custos e ampliar os lucros, que já são altos. Os dados são da 11ª Pesquisa de Emprego Bancário, elaborada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Os bancos que atuam no Brasil geraram 18.167 novos postos de trabalho entre janeiro e setembro de 2011. A notícia até parece boa, mas, em contrapartida, o número de demissões também disparou, ou seja, as organizações financeiras continuam a investir na prática perversa da rotatividade.

Somente o Itaú Unibanco e Santander foram responsáveis pelo corte de 2.496 e 1.636 vagas, respectivamente. Os dados mostram que os bancos, que até setembro lucraram R$ 37,2 bilhões, têm perfeitas condições de ampliar o número de vagas. Sobra dinheiro e falta bom senso.

Os empregos gerados nos noves primeiros meses do ano são resultado de 46.064 contratações e 27.897 desligamentos. O saldo corresponde a um avanço de 6,45% no emprego bancário, na comparação com o mesmo período de 2010, quando foram criados 17.067 novos postos. Em relação ao mês de dezembro do ano passado, o número de funcionários no setor subiu 3,76%, somando 483.097 trabalhadores.

Isoladamente, a quantidade até parece grande. Mas, basta verificar os dados para confirmar a discrepância. A economia brasileira gerou, neste mesmo período, 1.805.337 empregos. O setor bancário contribui com apenas 1,01% do total.

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