A partir de janeiro, o reajuste de 14,3% no valor do salário mínimo, que passa dos atuais R$ 545,00 para R$ 625,00, deve injetar cerca de R$ 64 bilhões na economia. A tendência é que com a utilização do dinheiro para o consumo ou pagamento de dívidas, a rede de negócios possa voltar a aquecer e permitir que o PIB (Produto Interno Bruto), volte a crescer no primeiro trimestre do ano.
Diante do novo cenário, o aumento do mínimo deixa de ser vilão e passa a mocinho. Ao invés de acender o combustível da escalada da inflação, como criticavam economistas e empresários, o novo montante é bem vindo para acelerar novamente a economia.
Beneficiados
O aumento real de 7,5% beneficia cerca de 66 milhões de pessoas, nada menos do que 46% da População Economicamente Ativa. Além de aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo, o cálculo inclui ocupados com rendimento de até 1,5 salário mínimo e beneficiários da Lei Orgânica Social (LOAS) e do Renda Mensal Vitalícia, também ligados ao salário mínimo.