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PLANTÃO / MARANHÃO

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Comissão comprova que Awá-Guajá sofreram ataques de madeireiros

16/01/2012 às 08:37
Jornal Pequeno
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A comissão formada pela Ordem de Advogados do Maranhão, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e Conselho Indigenista Missionário (Cimi) anunciou, na manhã de ontem (13), em coletiva realizada no auditório da OAB-MA – Calhau, o resultado das pesquisas realizadas durante a semana passada, da reserva indígena de Araribóia, no município de Arame. Durante a visita ficou comprovado o ataque de madeireiros a índios Awá-Guajá.

A equipe foi até o local apurar a denúncia feita, em novembro do ano passado, à Fundação Nacional do Índio (Funai), sobre a presença da extração ilegal de madeiras e o possível assassinato de uma criança da etnia Awá-Guajá, cujo corpo teria sido encontrado carbonizado, segundo a OAB, por um representante da aldeia Guajajara. A comissão apresentou registros (fotos e vídeos) que comprovaram a existência de acampamentos dos Awá destruídos por marcas de veículos pesados e muitas árvores devastadas.

'Encontramos a localização exata dos acampamentos Awá. E foi certificado, por meio de GPS, a extração ilegal de madeiras na Araribóia e a colaboração dos Guajajara', informaram os membros da comissão.

Medo dos Guajajara

Segundo o presidente da Comissão de Diretos Humanos da OAB – MA, Antônio Pedrosa, os Awá-Guajá são remanescentes indígenas que continuam preservados da sociedade, restringindo-se, apenas ao contato dos Guajajara. A denúncia do crime de assassinato de uma criança Awá partiu de um Guajajara. Ele informou que havia encontrado um corpo carbonizado no local e se assegurado com um vídeo feito pelo celular, mas durante a visita apresentou medo ao se pronunciar sobre o assunto. 'Não foi possível encontrar o corpo desta criança indígena, até porque tal crime teria acontecido no fim de 2011, e nem mesmo saber se houve esse homicídio. Perguntamos ao autor da denúncia, mas percebemos que ele estava com muito medo de falar e acabou negando', revelou Antônio Pedrosa.

A comissão pretende divulgar os resultados da pesquisa aos órgãos competentes para cobrar ações emergenciais contra o crime de extração ilegal de madeira e cobrar mais investigação da Funai para garantir a segurança das etnias. 'As autoridades devem se deslocar ao local onde esses crimes estão acontecendo. O que era para ser uma floresta encontra-se totalmente devastada e as aldeias instaladas na região de Araribóia merecem ser protegidas', ressaltou Pedrosa.

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