
Morreu na terça-feira passada, dia 3, o bancário Luís Carlos Lyra. Ele tinha 54 anos e trabalhava numa agência do Banco do Brasil no Rio de Janeiro. Segundo informações da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo, Luís Carlos somava quase trinta anos de banco e estava prestes a se aposentar. A entidade acredita que o falecimento do trabalhador tem ligação com o fato de ele ter sido descomissionado cinco dias antes, quando foi rebaixado de gerente administrativo -- ocupava a posição de segundo gestor da agência -- para escriturário. O BB alega que Luís Carlos não cumpria as metas. O Sindicato dos Bancários do Município do Rio de Janeiro informa também que Luís Carlos se desesperou ao saber que ganharia somente 10% do que estava acostumado. O bancário não suportou a humilhação. O descomissionamento aconteceu no dia 29 de julho, uma quinta-feira e Luís Carlos sentiu mal-estar durante todo o fim de semana. Na segunda-feira, dia 2, seu estado de saúde se agravou e na terça ele faleceu, vítima de um ataque cardíaco. Estratégia agressiva Principalmente neste segundo mandato de Lula, o BB se notabilizou como o mais agressivo dos bancos na disputa por mercado. É o que o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas chama de "bradescalização" do BB. Os descomissionamentos e o assédio moral estão se tornando cada vez mais comuns e têm ocorrido em toda parte. O Sindicato/Conlutas repudia essa orientação mercadológica ditada pela atual diretoria petista do banco e reivindica nesta campanha salarial, a criação de um PCS que não deixe os bancários do BB refém de suas comissões. Exige também o fim das metas e do assédio moral dentro do banco.
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