
A alta rotatividade entre os trabalhadores brasileiros formais terceirizados contribui para o déficit da Previdência Social. É o que revela o estudo A Dinâmica das Contratações no Trabalho Terceirizado, apresentado nesta segunda-feira (5) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann.
De acordo com o economista, o problema é que o Brasil vive em um regime previdenciário que necessita de, pelo menos, 35 anos de contribuição para alçar a aposentadoria. E ele exemplifica. Enquanto uma pessoa do sexo masculino, que começa a trabalhar aos 16 anos, pode se aposentar a partir dos 51 anos, um terceirizado só vai se aposentar aos 80 anos. O problema é que ele não consegue contribuir por 12 meses consecutivos no ano. Por isso, tem que trabalhar cerca de 64 anos para contribuir o equivalente a 35.
Outro impacto da rotatividade, incentivada pela terceirização – cada vez mais frequente nas empresas –, é o pagamento do seguro-desemprego. De acordo com o estudo, no Brasil, a taxa de demissão mensal dos empregados terceirizados chega a 4,1% e a rotatividade é duas vezes maior do que a dos Estados Unidos.
Para o especialista, a aprovação dos projetos de lei que preveem a regulação do trabalho terceirizado poderia diminuir a alta rotatividade do setor e contribuir para um maior equilíbrio das finanças públicas. Há PLs em tramitação há 26 anos no Congresso Nacional. Nem precisa lembrar que o fim da terceirização é uma das antigas bandeiras defendidas pelo movimento sindical bancário.
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