
Aumento da pressão e do assédio moral em função das metas eleva número de trabalhadores vítimas de doenças ocupacionais e pode ter causado a morte de um bancário, no Rio de Janeiro. Imaginem um trabalhador que sofre, cada vez mais, pressão psicológica e assédio moral para cumprir metas de venda e de produtividade da empresa. E caso não cumpra essas metas, o funcionário corre o risco de perder até 90% de sua remuneração mensal. Este quadro de verdadeiro terror é uma realidade vivida pelos bancários do Banco do Brasil e pode ter sido responsável pela morte de Luís Carlos Lyra, segundo gestor da agência da Rua da Assembléia, no Rio de Janeiro, RJ. Com 30 anos de serviços prestados à empresa, considerado um funcionário exemplar e dedicado, prestes a se aposentar, Lyra foi descomissionado por uma decisão unilateral do banco, sem qualquer negociação com o Sindicato. Após sofrer constante pressão do banco e ficar desesperado por ver sua remuneração despencar, chegando a ganhar apenas 10% do que recebia, o bancário não suportou. Sofreu um infarto fulminante e foi internado às pressas na segunda-feira, dia 2 de agosto. Um dia depois, não suportou e veio a falecer. “A lógica brutal da direção do banco de impor metas crescentes está transformando o ambiente de trabalho em um verdadeiro inferno. O funcionário do BB hoje não tem a tranqüilidade e a motivação para exercer sua profissão com dignidade. Precisamos dar um basta nesta situação”, disse o diretor do Sindicato dos Bancários/RJ, Murilo da Silva. Fonte: Site Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
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