
A esta altura, todo bancário já notou um buraco em seu holerite. Não só o bancário, mas qualquer trabalhador brasileiro com registro em carteira. É infalível: sempre na folha do mês de março, o Governo Federal cobra a "contribuição" sindical, cujo valor corresponde a um dia de trabalho, ou 3,33% do salário. Na verdade, não se trata de uma "contribuição", e sim de um imposto.
Depois de contabilizar todo o dinheiro, o governo divide o bolo entre sindicatos (60%), federações (15%), confederações (5%) e centrais sindicais (10%), ficando com a fatia de 10% restante.
O SEEB-MA ressalta que é contra a cobrança do Imposto e em duas oportunidades postulou na Justiça que o tributo não fosse cobrado dos bancários maranhenses, contudo, a Justiça não acolheu os pedidos.
Raízes do peleguismo
O chamado "imposto sindical" foi instituído em 1939 pelo então presidente Getúlio Vargas, que, simpático ao ditador italiano Benito Mussolini, achou boa a ideia fascista de amansar os sindicatos "doando-lhes dinheiro. Vem daquela já longínqua época a cobrança do imposto.
Até 2007, o governo ficava com 20% do total arrecadado -- dinheiro que ia para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Mas em 2008, com a aprovação da Lei no. 11.648, o governo Lula abriu mão de metade do dinheiro para cedê-la às centrais sindicais "amigas" -- "pelegas", no português claro.
Desde então, houve tempo suficiente para que as centrais sindicais pelegas (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST) enchessem seus cofres. É por isso que, agora, a CUT fala em modificar o sistema de cobrança do imposto sindical. Mas não abre mão do dinheiro fácil que recebe de todos os lados, sobretudo do governo. Pelegos!
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!