
É cada vez mais forte a possibilidade de uma greve de motoristas e cobradores que trabalham no sistema de transporte coletivo de São Luís e exigem reajuste salarial de 16%. Hoje à tarde, será realizada uma nova rodada de negociações do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão (STTREMA) com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).
A primeira rodada oficial de negociações deste ano, entre os dois sindicatos, aconteceu no dia 29 março e serviu apenas para apresentação das reivindicações dos rodoviários. Além da reunião marcada para hoje, outros encontros estão pré-agendados para pôr fim ao impasse entre as duas categorias.
A pauta de reivindicações de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus de São Luís é composta por 52 itens, entre os quais destacam-se, além do reajuste salarial de 16%, a inclusão de mais um dependente no plano de saúde e odontológico, melhores condições de trabalho, tíquete-alimentação de R$ 450,00, hora extra, participação nos lucros das empresas, adicional por insalubridade e trabalho durante o período noturno, entre outros.
Possível greve
De acordo com o presidente do STTREMA, Dorival Silva Sousa, os rodoviários não descartam a possibilidade de iniciarem o movimento grevista caso suas reivindicações não sejam atendidas. Ele frisou que as rodadas de negociação se estenderão até o fim deste mês.
"Até o momento, há um impasse. Nós mandamos a pauta de reivindicações desde março para eles [SET], que agora nos devolveram dizendo que não tem condições financeiras para atender às reivindicações que estamos pleiteando", afirmou o presidente do Sttrema.
Dorival Silva disse ainda que enviou um documento à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informando ao titular da pasta, Clodomir Paz, sobre as reivindicações da categoria.
Outro lado
O superintendente do SET, Luís Cláudio Siqueira, afirmou que, por falta de condições financeiras, algumas reivindicações da categoria ficam impossibilitadas de ser atendidas, principalmente o reajuste de 16% nos salários. Por isso, fazem-se necessárias as negociações entre as partes, para que o impasse seja resolvido.
Em reportagem publicada no dia 25 de março em O Estado, o diretor jurídico do SET, José Gilson Caldas Neto, afirmou que as empresas prestadoras do serviço de transporte coletivo estão em situação de colapso financeiro-operacional e que algumas já deixaram de fornecer o tíquete-alimentação e de pagar o plano de saúde de funcionários, por falta de recursos financeiros. A saída para amenizar o problema, segundo ele, seria reajuste de tarifa, revisão de benefícios como a gratuidade concedida a idosos, além da concessão de subsídios ao setor por parte do Município.
Mais
Ano passado, os rodoviários também pediram reajuste salarial de 16%, mas o SET propôs apenas 2%, o que dificultou as negociações. Por causa do impasse, motoristas e cobradores paralisaram suas atividades por quatro dias - de 24 a 27 de maio. A greve só acabou após intervenção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que definiu, por meio de Tutela Antecipada, reajuste salarial de 8,30% e aumento de R$ 26,00 no tíquete-alimentação, que passou de R$ 315,00 para R$ 341,15.
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!