
Nem a lucratividade batendo na casa dos R$ 3,42 bilhões entre janeiro e março impede o Itaú de promover demissões imotivadas. No mesmo período, o maior banco privado do país e dono do lucro mais alto da história do sistema financeiro nacional dispensou 1.964 funcionários.
No acumulado dos últimos 12 meses, o número é bem maior. No total, 7.728 vagas foram fechadas. Em março do ano passado, a organização financeira tinha 104.022 empregados. Em dezembro, tinha caído para 98.258 e em março passado para 96.204. Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
As demissões intensificadas pelo Itaú desde 2011 não têm motivos, afinal a lucratividade continua alta e, apesar da tímida redução dos juros, promovida graças à pressão do governo federal, o Brasil continua com uma das taxas mais altas do mundo. Um cenário, portanto, muito bom para os bancos que atuam no país.
A atitude apenas reforça a tese de que a empresa anda na contramão do desenvolvimento. Para se ter ideia, outros bancos, com lucro menor, têm aberto vagas, mesmo que insuficientes para atender a demanda. O Bradesco, por exemplo, lucrou R$ 2,84 bilhões nos três primeiros meses e gerou 418 empregos no mesmo período.
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