
Fenaban tripudia da categoria bancária e segue negando as reivindicações da rodada de 15/09 Alinhada ao festival de nãos das rodadas antecedentes, a Fenaban rebarbou o índice de 11% apresentado como reivindicação de reajuste pela Contraf/CUT. Era de se esperar, haja vista o que foi declarado no sábado, dia 11/09, no jornal O Globo, pelo diretor de Relações de Trabalho da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Magnus Apostólico. Na reportagem, ele antecipou que "11% de aumento é inviável"; "essa proposta não tem viabilidade diante de uma inflação próxima de 4%. Temos que trazer esse número para realidade." As reivindicações do piso do Dieese (R$ 2.157,00) e do Plano de Cargos e Salários (PCS) também foram descartadas. Sobre o PCS, Apostólico alegou o “engessamento” das empresas caso viessem a concedê-lo; quanto ao piso do Dieese, ponderou que se considerarmos o tíquete, a cesta-alimentação, o vale-transporte e o auxílio-creche, os bancos teriam que reduzir o valor do piso atualmente pago para, enfim, equipará-lo ao do Dieese. Segundo ainda Magnus Apostólico, os bancos não tiveram o mesmo aumento de lucro em escala como no passado, em que pese o recorde de R$ 21,3 bilhões lançados nos balanços de 1º semestre de 2010 pelo BB, Bradesco, Caixa, Itaú-Unibanco e Santander. Pragmático, o diretor da Fenaban chegou a insinuar que sob o atual quadro de estabilidade econômica e inflacionária, para a Fenaban seria ideal um acordo com validade de dois anos. A rodada será retomada na quinta-feira, 16/09, às 10h00. Para a ocasião, estão agendados, dentre outros itens, a participação nos lucros e resultados (PLR), previdência complementar e a possível apresentação de um índice de reajuste. “A continuar a intransigência da Fenaban nas negociações, não resta alternativa aos bancários senão uma imensa mobilização nacional de greve”, avalia o presidente do SEEB-MA David Sá Barros, presente ao palco das negociações no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo (SP).
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