
Os bancos foram multados em R$ 2,250 milhões por descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e normas de segurança, durante a 87ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) do Ministério da Justiça, sob coordenação da Polícia Federal (PF), realizada nessa terça-feira, dia 21, em Brasília. O campeão de multas foi o Bradesco, com R$ 504 mil, seguido pelo Santander com R$ 490 mil, o Banco do Brasil com R$ 416 mil e o Itaú Unibanco com R$ 346 mil. Veja os bancos multados:Bradesco - R$ 504 milSantander - R$ 490 milBanco do Brasil - R$ 416 milItaú Unibanco - R$ 346 milCaixa Econômica Federal - R$ 271 milHSBC - R$ 65 milBanco Regional de Brasília - R$ 65 milBanco Indusval - R$ 29 milBanco KDB do Brasil - R$ 23 milBanco Industrial e Comercial - R$ 21 milSafra - R$ 10 milBanco da Amazônia - R$ 10 milTotal: R$ 2,250 milhõesFoi a terceira reunião da CCASP em 2010, um fórum tripartite criado em 1985 e que conta com representantes do governo federal e de entidades patronais e dos trabalhadores (bancários e vigilantes). A Contraf-CUT representa os bancários. A CCASP se reúne em média a cada três meses, tem caráter opinativo e julga processos abertos pelos fiscais das Delegacias Estaduais de Segurança Privada (Delesp) da PF. Dos 312 processos envolvendo bancos, foram aplicadas 183 multas. Houve também vários processos arquivados e outros foram retirados de pauta para apreciação na próxima reunião. Na sua maioria, os bancos foram punidos por problemas em relação à validade do plano de segurança de agências e postos, número insuficiente de vigilantes e falhas no sistema de alarme."Chamou a atenção que mais uma vez o Bradesco foi punido por fazer transporte de valores, usando ilegalmente bancários para essa atividade, que deve ser feita somente por vigilantes, de acordo com a legislação e a portaria da PF", destaca o secretário de imprensa e representante da Contraf-CUT na CCASP, Ademir Wiederkehr. O Bradesco foi multado em R$ 296,8 mil em 20 processos movidos em diversos estados do país.Ademir denunciou a retirada de portas de segurança com detectores de metais em agências do Itaú Unibanco, bem como o projeto-piloto do Banco do Brasil na mesma direção. "Trata-se de um retrocesso que traz insegurança para trabalhadores e clientes. As novas tecnologias e o emprego precisam andar de mãos dadas para garantir mais segurança à vida das pessoas", frisou."Os bancos precisam ter responsabilidade social e destinar parte de seus lucros para investir mais em segurança. Eles preferem descumprir as normas e pagar uma série de multas, do que aumentar os investimentos em medidas eficazes e equipamentos preventivos para evitar assaltos e sequestros", enfatiza Copi. "Vamos continuar atuando na CCASP, assim como na Campanha Nacional dos Bancários, pois a vida está acima do patrimônio", disse.
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