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PLANTÃO / TAXA DE JUROS

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Juros e rentabilidade menores obrigam bancos a sair da zona de conforto

Para manter rentabilidades e clientes, instituições privadas já cortam custos com táxis e Correios e devem elevar tarifas, criar produtos e até compartilhar caixas.

06/07/2012 às 17:35
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Diante do cenário de queda de juros desenhado pelos bancos públicos, as instituições financeiras privadas estão apertando os cintos e terão que se esforçar para melhorar sua eficiência e, assim, manter seus clientes e seus lucros recordes. Essa é a opinião de especialistas que acompanham o setor, que acreditam que, além de aumentar as tarifas para compensar a redução das taxas, será necessário promover mudanças dentro de casa para que a queda do spread bancário não derreta seus resultados.

“Com os juros caindo, a rentabilidade dos bancos vai ser afetada. Para evitar isso, eles vão ter que crescer no volume de crédito concedido. Mas os bancos privados temem a inadimplência alta, então podem optar por cortar custos ou repassar essas perdas ao cliente através do aumento das tarifas”, explica o analista Mario Pierry, do Deutsche Bank. Manuel Nogueira Lois, diretor da Spinelli Corretora, concorda. “A tendência é que os bancos tenham que emprestar mais para gerar lucro aos acionistas. No entanto, a renda real do brasileiro ainda é muito baixa e acaba sendo um limite para esse aumento,” diz, referindo-se às grandes instituições privadas de varejo, como Bradesco, Itau Unibanco, Santander e HSBC.

Mas apenas aumentar os custos para os clientes não será suficiente. O economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, acrescenta que os bancos vão ter que ajustar suas plataformas de tecnologia e marketing, além de cortar custos. “Eles têm margens, a grande questão é a taxa de retorno razoável em relação à media de outros setores”, diz.

Outra possibilidade é frear o ritmo de abertura de novas agências. Até 2011, os bancos vinham criando uma média de 200 novas agências por ano – o Bradesco chegou a abrir mil no período. “Muitas não estão maduras ou não têm receita no mesmo patamar de outras”, explica Mario Pierry, do Deutsche Bank.

O analista diz que uma prática comum no exterior e que não é aproveitada no Brasil é o compartilhamento de caixas eletrônicos, algo que pode ajudar as instituições financeiras a cortar custos. “Há várias ineficiências. Os bancos passaram dez anos tendo receita fácil e ninguém nunca focou em custo. Eles vão ter que melhorar sua eficiência”, ressalta.

Menos folga e mais critérios

A busca por eficiência passa ainda pela mudança de cultura na gestão dos bancos. “De forma geral, os bancos eram perdulários e gastam sem muito critério. Como ganhar dinheiro sempre foi muito fácil, não havia a cultura de trabalhar com um orçamento fixo e limitado. Com a mudança de cenário, o que se vê é um esforço para identificar todas as alternativas de redução de custos”, diz um consultor que atende grandes instituições do setor.

Na prática, isso significa que todos os contratos com prestadores de serviços estão sendo revistos. “Alguns já deixaram de usar o serviço rápido dos Correios e outros já limitaram até mesmo o uso de táxis pelos funcionários”.

Segundo o consultor, as instituições financeiras estão ainda implementando processos para agilizar a adoção de uma postura mais austera em relação ao orçamento. “Além de oferecer bônus mais interessantes para os executivos que gastam menos, alguns bancos estão dando claro sinais de que vão privilegiar profissionais mais novos nas promoções para cargos de chefia, em detrimento de funcionários mais experientes. Essa é uma maneira de acelerar a mudança de cultura na gestão da empresa”.

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