
O governo federal deve receber, nesta sexta-feira (13), representantes das instituições federais de ensino, que estão em greve desde o dia 17 de maio. A expectativa é que no encontro com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, previsto para às 15h, seja definido um acordo para encerrar a paralisação.
A reunião, inicialmente prevista para o dia 19 de junho, foi desmarcada pelo governo em duas ocasiões e, até então, o representante do ministério não havia definido nova data para o encontro.
Segundo a presidente da Andes (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior), Marina Barbosa, a categoria exige que o governo federal assuma sua responsabilidade na educação. Mesmo com o ofício do agendamento em mãos, os sindicalistas se mostram “incrédulos” com uma possível solução.
— Do jeito que o governo tem se comportado, não dá para prever como será a conversa amanhã. Esperamos que eles [governo] apresentem de fato uma proposta concreta. A responsabilidade está nas mãos deles.
Greve geral
A paralisação já atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica. De acordo com a presidente do Andes, os professores pedem reestruturação simples em 13 níveis, com variação de 5% de valor. Atualmente, a progressão salarial é dividida em níveis e subníveis não muito claros, que tornam difícil a ascensão do profissional ao topo da carreira.
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