
Descaso dos patrões desencadeia paralisação ainda mais forte A greve dos bancários em 2010 começou bem mais forte do que no ano passado. Desde o início o movimento paredista demonstrou a capacidade de mobilização e disposição da categoria em todo Brasil para derrubar a intransigência desmedida dos patrões. Chega de exploração do trabalhador! Chega de desrespeito com a população! Há mais de um mês a categoria busca uma saída negociada para a campanha salarial. Depois de uma longa espera, o anúncio da greve nacional obrigou os bancos a apresentarem um reajuste, rejeitado por unanimidade, de apenas 4,29%. Com o avanço da paralisação por tempo indeterminado, a expectativa é arrancar uma nova proposta dos bancos. Alô alô Sr.Patrão, os dados comprovam plenas condições de atender as reivindicações dos trabalhadores por condições dignas de trabalho e de atendimento ao público: - Crescimento do lucro dos bancos em 2010: 32% em relação aos primeiros 6 meses de 2009 - Rentabilidade média em 2010: 19% - Bancos brasileiros lideram ranking de rentabilidade da América Latina e EUA - De 1994 a 2009, o arrecadado com tarifas saltou de R$4,1 bilhões para R$ 58,8 bilhões. Aumento de mais de 1.300%. - Os bancos demitem trabalhadores, não dão garantias de proteção ao emprego, nem contratam bancários em quantidade suficiente para acabar com a sobrecarga de trabalho e melhorar o atendimento aos clientes, em respeito à lei das filas vigente há mais de 8 anos. De 1994 a 2009, o nº de bancários cresceu de 403 mil para 436 mil, variação de 8%. - A receita dos maiores bancos do Brasil acumulada com as tarifas cobre toda a folha de pagamento e ainda sobra. Em 1994, os ganhos representavam apenas 1/4 das despesas com pessoal. Segundo o Dieese, em 2009, o arrecadado com tarifas pagou a folha completa e ainda sobrou o equivalente a 30% dela nos cofres dos banqueiros. - Desde o Governo FHC e mesmo com o crescimento de 420% do lucro dos bancos no Governo Lula, os bancários do BB e CEF perderam vários direitos, como a isonomia. Até o momento não recuperados. Banco Perdas salariais acumuladas (1º/09/94 a 31/08/09)* Fenaban 23,45% Banco do Brasil 51,68% CEF 61,02% BASA 51,55%** BNB 50,86%** *As perdas salariais contadas a partir de 1º/07/94 superam 80% **até 2009
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
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