
Alunos de universidades federais em greve apoiam as reivindicações de seus professores ao governo, como mudanças no plano de carreira, reajustes salariais e melhores condições de infraestrutura. Porém, muitos reclamam da paralisação das aulas, que já dura mais de dois meses.
Segundo a estudante de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Marília Moraes, de 24 anos, a greve não atrapalhou os alunos do último ano, que fazem residência. Os demais foram prejudicados." Falaram que a gente vai ter reposição das aulas, mas deve ser tudo corrido, porque temos muito conteúdo e a nossa grade é superapertada."
O estudante de Filosofia Pedro Almeida, também da Unifesp, lamenta não poder se formar neste ano, mas não culpa os docentes." A infraestrutura do câmpus de Guarulhos está caótica, não tem como não apoiar a greve".
Na Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), Cinthia Oliveira relata que alunos xerocaram o contracheque de uma professora, para mostrar quão baixo é o salário." A greve é uma forma legítima de reivindicação, mas são poucos os alunos engajados", comenta.
Por causa da greve, o MEC (Ministério da Educação) prorrogou por 24 horas as inscrições do Sisu (Sistema de Seleção Unificado). O calendário, no entanto, foi mantido. "Queremos ter uma margem de segurança para que nenhum estudante seja prejudicado", disse o ministro Aloizio Mercadante.
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