
Pelo menos 218,8 mil consumidores ludovicenses devem acabar o mês de julho com dívida ou alguma conta em atraso. De acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 74,2% das famílias de São Luís fecharão o mês abaixo do vermelho.
Mais de 81,5 mil clientes disseram estar endividados com contas em atraso, representando 27,6% das famílias. Outros 26,9 mil afirmaram não ter condições de pagar a dívida no próximo mês, o que representa 9,1% das famílias de São Luís.
Marcelino Ramos Araújo, presidente em exercício da Federação do Comércio/MA, defende a organização do orçamento para que o maranhense não caia na inadimplência e nem fique negativado no mercado. "O endividamento desordenado põe em risco a vida econômica do consumidor. A diminuição do consumo privado interfere diretamente no crescimento econômico, uma vez que está atrelado à queda das vendas. A inadimplência deve ser combatida pelo cliente e pelo comércio", considerou.
Mais números
Entre os dados trazidos na pesquisa, 37,2% das famílias de São Luís considera-se "mais ou menos endividada". Diz-se com pouca dívida uma fatia de 29%. A maior parcela que assumiu possuir débito ganha até 10 salários mínimos, 8,2% desses admitindo "ser muito endividado".
O cartão de crédito é o principal tipo de dívida dos ludovicenses. 79,9% assumiu ter débitos com cartões, sendo que a maioria da parcela é de clientes que ganham até 10 salários mínimos. Em seguida aparecem os carnês (10,2%). Crédito pessoal (7%) também está entre as três principais dívidas.
Os que possuem algum tipo de pagamento em atraso responderam que o tempo médio de atraso é de 51 dias. O comprometimento mensal da renda é de 27,6%, seja com contas ou dívidas contraídas com cheques pré-datados, cartões de crédito, fiados, carnês de lojas, empréstimo pessoal, compra de imóvel e prestações de carro e de seguro. As famílias de São Luís estão comprometidas com débitos pelos próximos cinco meses.
No Brasil
O percentual de famílias com dívidas chegou a 57,6% em julho, significando alta pelo segundo mês consecutivo, de acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Em junho, o percentual era 57,3%.
Ainda assim, o número de famílias que relataram ter dívidas é menor em comparação a julho de 2011, quando 63,5% das famílias haviam declarado ter dívidas. A pesquisa considera como dívida cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros.
A pesquisa mostra, no entanto, que o percentual de famílias inadimplentes (com dívidas e contas em atraso) vem caindo desde o início do ano e recuou de 23,2%, em junho, para 21%, em julho. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as contas ou dívidas atrasadas (no próximo mês e vão continuar inadimplentes) também caiu - de 7,5% para 7,3%.
Cheios de contas
O estudo mostra que 14,1% dos entrevistados estão muito endividados em julho, percentual superior a junho (12,4%). Porém, menor em relação a julho do ano passado (17,8%). O aumento do número de endividados, entretanto, pode acabar limitando a queda dos inadimplentes. Na faixa com renda inferior a dez salários mínimos, o percentual de famílias com dívidas teve leve alta, alcançando 58,6% em julho, ante 58,2% em junho. Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual de endividadas passou de 49,9%, em junho, para 50,5%, em julho. Apesar do aumento no número de famílias endividadas em ambas as faixas de renda, diminuiu o número de famílias com contas ou dívidas em atraso nas duas faixas avaliadas.
Os vilões
De acordo com a pesquisa, 71,8% das famílias endividadas apontaram o cartão de crédito como a principal dívida, seguido por carnês de lojas (19,4%) e o empréstimo pessoal (10,7%).
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