
Brasileiros pagam até 300% ao ano de taxa e multas quando não quitam fatura do cartão de crédito. Para especialista, instituições cobram o máximo que o consumidor consegue arcar
O Brasil está agora novamente diante de um aparente paradoxo econômico. Enquanto a taxa básica de juros, a Selic, que serve de referência para todo o mercado, cai para os menores níveis da história brasileira, as taxas cobradas pelos cartões de crédito não só se mantêm em três dígitos ao ano como, em alguns casos, chegam até a subir.
Apesar disso, é praticamente impossível encontrar algum emissor de cartões que explique a razão desse descompasso ou mesmo quais são os componentes utilizados para determinar uma taxa de juros tão alta.
Os bancos brasileiros, os principais operadores dos cartões, recusam-se a explicar quais os critérios que utilizam para determinar que uma fatura em atraso seja reajustada a uma taxa de mais de 300% ao ano. Já a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços, a Abecs, afirma, oficialmente, que cabe aos bancos determinar que taxas irão cobrar de seus clientes.
Em meio a esse labirinto de desinformação fica o consumidor brasileiro que, hoje, se deixar de pagar uma fatura de R$ 10 verá sua dívida chegar a incríveis R$ 45 mil em apenas cinco anos. Em média, os juros dos cartões brasileiros são de 323,14% ao ano, segundo pesquisa da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, mas podem superar os 400%.
Veja a comparação abaixo:
BANCOS CLASSIFICAÇÃO TAXA AO MÊS TAXA AO ANO
CAIXA TAXA MÍNIMA 2,9% 40,1%
TAXA MÁXIMA 9,5% 196,2%
HSBC TAXA MÍNIMA 2,3% 30,9%
TAXA MÁXIMA 16% 490,5%
BRADESCO TAXA MÍNIMA 4,6% 71,5%
TAXA MÁXIMA 14% 379,3%
ITAÚ UNIBANCO TAXA MÍNIMA 3,9% 58,3%
TAXA MÁXIMA 9,9% 210,4%
BANCO DO BRASIL TAXA MÍNIMA 2,9% 40,3%
TAXA MÁXIMA 5,7% 94,5%
SANTANDER TAXA MÍNIMA 3,9% 58,4%
TAXA MÁXIMA 14,7% 419,1%
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