
Reconhecidos como dos mais rentáveis do mundo, os bancos brasileiros estão longe de ser os mais eficientes. A queda na taxa básica de juros traz uma nova realidade, onde ganhos menores podem fazer aflorar os pontos fracos das instituições financeiras. Os bancos brasileiros sabem disso e enviam uma mensagem clara para acionistas e funcionários: é preciso gerar cada vez mais receita com o menor gasto possível. Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica Federal executam programas de melhoria da eficiência.
Na comparação com seus pares pelo mundo, os bancos brasileiros nem de longe são um exemplo nesse quesito. Segundo relatório do Goldman Sachs, no Brasil as despesas operacionais equivalem a 6% dos ativos médios, quase o dobro da média das instituições nos EUA e do resto da América Latina. Custos trabalhistas e tributários maiores, para o Goldman, explicam parte da situação. A outra parte é simples: há gordura a queimar.
O Bradesco anunciou neste mês que pretende alcançar um índice de eficiência de 39% em 2014 - em junho, ele foi de 42,4%. Quanto menor o número, mais eficiente é o banco, já que ele mede a razão entre despesas operacionais e receitas. O Itaú Unibanco quer atingir 41% em 2014, ante os atuais 45%. O Banco do Brasil quer, a partir de 2014, voltar ao patamar de 42% observado em 2011. Hoje, está em 43,4%. O Santander, com 41,9%, busca redução de dois a três pontos percentuais por ano. A Caixa é dona do pior índice entre os grandes bancos do país, 69,1%. Para mudar isso, contratou uma consultoria estrangeira para traçar um plano de melhorias.
As fórmulas para melhorar a eficiência variam. O Itaú tem deixado claro nos últimos trimestres que uma das vertentes de seu projeto passa pela redução de pessoal. No Banco do Brasil, o plano também prevê mudanças no quadro de funcionários, deixando cada vez menos gente na área administrativa. E há uma receita comum a todos: mais investimentos em tecnologia para reduzir custos.
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