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PLANTÃO / CONTA BANCÁRIA

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Poupança atrai alta renda na transição dos investimentos

05/09/2012 às 17:36
Valor Econômico
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A realidade de juros historicamente baixos de 7,5% ainda não comoveu os investidores, que mal moveram suas aplicações. Alguns lances tornaram-se perceptíveis em um mercado imobilista, em fase de transição. No primeiro semestre, o crescimento do saldo em cadernetas de poupança com valores superiores a R$ 10 mil foi de R$ 31 bilhões dos R$ 449 bilhões depositados em junho, segundo censo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A regra de remuneração da caderneta mudou, mas enquanto 300 mil novos clientes, chamados genericamente de alta renda pelos bancos, iam para a poupança, contas de R$ 100 a R$ 10 mil perderam mais de 1 milhão de clientes.

A queda dos juros tornou evidente para os investidores o custo da tributação. Como as alíquotas variam segundo o prazo da aplicação, o aplicador parece começar a dar preferência para as alternativas mais simples, já que apenas os ganhos com o imposto menor não compensam os riscos de alongar as aplicações em instrumentos mais complexos.

Outra forte indicação da busca por aplicações conservadoras e sem o custo do Imposto de Renda é o crescimento expressivo de 40% de clientes que passaram a investir em Letras de Crédito Imobiliário (LCI), títulos que, como a poupança, são isentos do IR.

O emagrecimento dos ganhos nas aplicações conservadoras, como os fundos DI, não foi ainda motivo suficiente para que o investidor migrasse em direção ao risco das aplicações de renda variável. O número de pessoas físicas na bolsa caiu 3% entre julho de 2011, pouco antes do início dos cortes de juros, e julho deste ano, para 579,3 mil. A fatia desses investidores no volume negociado - que já chegou, nos melhores momentos, a um terço do total - passou de 11,95% para 10,15%. No setor de fundos, não se viu sinal de migração. Entre julho de 2011 e julho deste ano, a parcela das carteiras de ações no patrimônio líquido total da indústria permaneceu ao redor dos 9%.

Não há uma explicação única para o imobilismo. As frustrações recentes com a bolsa são um dos motivos. Outro é a busca, em um primeiro momento, por opções mais rentáveis dentro do próprio universo da renda fixa. E um terceiro é a prudência diante de mudanças que podem não perdurar.

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