
Levantamento do Pnad revelou que não houve mudança entre 2009 e 2011; regiões Norte e Nordeste lideram o ranking
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto de Geografia e Estatística) revelou que o Brasil tem 30,5 milhões de analfabetos funcionais - pessoas que não conseguem interpretar um texto. O número é equivalente a 20,4% da população do país.
Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o índice equivalente ao ano de 2011 se manteve estável ao de 2009, quando os analfabetos funcionais também representavam 20,4%. De acordo com o levantamento, as regiões Norte e Nordeste registraram os maiores percentuais de analfabetos funcionais, 25,3% e 30,9%, respectivamente. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste esse indicador foi de 14,9%, 15,7% e 18,2%, nessa ordem.
Frente às estimativas de 2009, a região Norte teve crescimento de 1,4%. As regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste não apresentaram variação significativa nesse período de comparação.
A taxa de analfabetismo funcional é representada pela proporção de pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudo completos em relação ao total de pessoas de 15 anos ou mais de idade.
Grau de instrução
Embora não tenha havido nenhuma mudança no número de analfabetos funcionais do país entre 2009 e 2011, o grau de instrução dessas pessoas teve modificações. Na comparação entre 2011 e 2009, houve queda importante do percentual daqueles que tinham nível fundamental incompleto ou equivalente, de 36,9% para 31,5%.
Por outro lado, cresceu a proporção das pessoas com nível fundamental completo ou equivalente, com nível médio completo ou equivalente e com nível superior completo, em 1,2, 1,5 e 0,9 ponto percentual, respectivamente.
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