
O cartão de crédito é a forma mais cara para financiar o consumo. Taxas que ultrapassam os 300% ao ano comprovam. Por isso, o governo federal entrou na guerra para que os juros abusivos cobrados pelos bancos sejam reduzidos.
Um dos mais utilizados pelos consumidores devido à praticidade, o dinheiro de plástico é visto como vilão. Após o empurrão do governo, os maiores bancos privados começam a atacar o que consideram o real motivo dos juros anormais do cartão: o parcelamento sem juros.
A redução gradual do número máximo de parcelas sem juros, já que boa parte dos estabelecimentos comerciais pratica 12 vezes (que pode chegar a 18) é uma das primeiras atitudes que as empresas vão tomar. A venda de bens duráveis e semi-duráveis seria um dos principais problemas por serem vendidos em maior número de parcelas.
O parcelamento sem juros representa R$ 85 bilhões de todo o estoque da dívida originada por cartões, ou seja, cerca de 70%. A modalidade existe apenas no Brasil e nasceu no começo da década de 90 para se realizar a venda de passagens aéreas. No entanto, é utilizado como instrumento para substituir o cheque pré-datado, fonte de calotes para os varejistas no passado.
Dados do Banco Central mostram que dos R$ 407 bilhões em volume de operações da indústria de cartões em 2011, metade foi paga com parcelamento, sendo a maior parte sem juros. Foi calculado que apenas 10% deste total estejam no rotativo, o qual as taxas são as mais elevadas.
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