
É claro que os bancos não fazem nada de boa vontade, mas a pressão feita pelo governo federal tem feito as empresas se curvarem e reduzirem os juros do cartão de crédito, que no Brasil chega a 323% ao ano. O primeiro privado a anunciar a queda foi o Bradesco, que diz que vai baixar a taxa do rotativo em 54%.
Desta forma, os juros saem de 14,9% ao mês para 6,9%. A medida vale para os cartões com bandeiras Visa, American Express, Elo e Mastercard. O consumidor que opta pelas compras parceladas também vai desembolsar menos dinheiro com as taxas. Os juros, segundo o banco, vão reduzir de 8,9% ao mês para 4,9%.
A população espera que a medida, prevista para entrar em vigor em 1º de novembro, realmente se concretize. Mas, o movimento sindical lembra que é preciso reduzir muito mais, afinal os bancos em operação no Brasil têm grande margem de lucro e podem tomar iniciativas para beneficiar os consumidores e também os funcionários.
Para se ter ideia, o lucro das maiores organizações financeiras foi de R$ 50,2 bilhões em 2011. Neste ano, mesmo com as quedas de algumas taxas e com o cenário de crise na economia mundial, o resultado deve se manter positivo. O balanço do primeiro semestre comprova. Os mesmos bancos lucraram mais de R$ 25 bilhões entre janeiro e junho.
Concorrência
Neste mês, Banco do Brasil e Caixa já haviam cortado a taxa do rotativo, em até 79% e entre 10% e 40%, respectivamente. No mesmo mês, o Itaú lançou um cartão com juro de 5,99% ao mês calculados a partir da data de cada compra, e não do vencimento da fatura, em caso de atraso ou pagamento parcial.
O HSBC disse que está estudando se fará reduções, e o Santander informou que está avaliando o atual cenário de queda das taxas.
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