
Os juros cobrados dos consumidores desceram em agosto para o menor patamar da história, estreitando os ganhos com os empréstimos e forçando os bancos a buscarem novas fontes de receita.
Para manter os ganhos, as instituições apostam na prestação de serviço, na venda de produtos (consórcio, seguros, previdência etc.) e na cobrança de tarifas, que chegaram a subir até 526,1% em 2012.
As taxas de juros cobradas de consumidores e empresas caíram na média 0,6 ponto percentual no mês passado, para 30,1% ao ano, menor patamar da série iniciada em 2000 pelo BC. É quase dez pontos percentuais menor do que há um ano. No período, os juros do governo (Selic) desceram de 12,5% para 7,5%.
O chamado "spread", diferença entre quanto o banco paga ao investidor e empresta ao cliente, desceu a 22,5 pontos percentuais e está perto dos 22,3 pontos de dezembro de 2007, piso histórico.
A nova realidade obriga os bancos a ampliar o volume dos financiamentos, controlar melhor a inadimplência, e diluir os custos fixos, como ocorreu nos países maduros.
Segundo a Federação Nacional dos Bancos, os gastos com pessoal representam 60% dos custos administrativos. Nesta semana, os bancos aceitaram dar aumento de 7,5% (2,02% acima da inflação) aos bancários após nove dias de greve.
O levantamento realizado mostra que houve forte aumento de tarifas isoladas neste ano. É o caso da tarifa de oposição/sustação de pagamento de cheque do Itaú, que saltou de R$ 11,50 para R$ 72. Na Caixa, houve aumento de R$ 1,80 para R$ 5 para sustar protesto. O Santander elevou de R$ 60 para R$ 150 o serviço de câmbio simplificado.
No Bradesco, o pagamento de conta usando a função crédito saltou de R$ 7,90 para R$ 15. O BB subiu o custo da listagem de título de R$ 6,60 para R$ 10.
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