
Sem a prorrogação, proibição teria início em novembro deste ano. Aneps avaliou que medida resultaria na demissão de milhares de pessoas.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, nesta quinta-feira (27), prorrogar de 1º de novembro deste ano para 1º de março de 2013 o início da proibição para contratação de correspondentes bancários pelas instituições financeiras para atuação dentro de suas agências ou postos de atendimento, informou o Banco Central (BC). Foi a terceira vez que o conselho prorrogou do início da medida.
"Essa prorrogação se fez necessária tendo em vista problemas operacionais decorrentes da realocação dos agentes envolvidos na oferta de crédito e visa não prejudicar o adequado funcionamento das instituições financeiras, notadamente na distribuição do crédito", informou a autoridade monetária, confirmando que esta já é a terceira prorrogação deste prazo inicial.
"O correspondente bancário foi instituído para alcançar os canais mais remotos de atendimento. O que temos é uma adequação e um retorno a esta origem", informou a chefe-adjunta do Departamento de Normas do Banco Central, Sílvia Marques.
Reclamação da Aneps
A Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes (Aneps) avaliou, no ano passado, que a proibição de atuação dos correspondentes, conhecidos também como "pastinhas", dentro das agências bancárias poderia gerar a demissão milhares de pessoas.
Atualmente, os bancos contratam prestadoras de serviços para fazer, dentro de agências e postos de atendimento, a oferta de crédito consignado. Os agentes são funcionários dessas promotoras e ganham comissão por operação concluída, informou a Aneps na ocasião.
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