
Com a décima queda consecutiva da taxa básica de juros da economia (Selic) para históricos 7,25% ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom), na quarta-feira passada, a caderneta de poupança passou a render ainda menos. Mas apesar disso, ela continua sendo uma aplicação com rentabilidade maior do que os fundos de renda fixa com taxas de administração mais altas, acima de 1% ao ano.
Os fundos só valem a pena em relação à nova poupança — depósitos feitos a partir de 4 de maio, que passaram a render 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR) — se a taxa cobrada pelos bancos para administrá-los ficar abaixo ou, em alguns casos, igual a 1% ao ano. Isto porque, no caso dos Fundos DI, atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), a vantagem só se concretiza em depósitos com prazo superior a 720 dias. Em períodos de até um ano, a poupança leva vantagem. E entre um e dois anos, as duas aplicações rendem os mesmos 0,42%. Essa taxa corresponde atualmente ao ganho médio mensal da nova caderneta.
Segundo o levantamento da gestora Órama, a poupança antiga, porém, só perde para fundos de renda fixa com taxas de administração de 0,5% e prazos de investimento superiores a dois anos, quando os últimos chegam a 0,51% de rentabilidade, contra a média de 0,5% da caderneta. No caso de fundos com taxas de administração de 3%, que rendem 0,27% no prazo de até seis meses, a vantagem da poupança chega a ser de 85%.
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