
Os bancos brasileiros já captaram US$ 16,795 bilhões no exterior neste ano, valor recorde que supera os US$ 16,730 bilhões de 2010. As instituições correm para buscar recursos antes da introdução de regras mais duras para o mercado financeiro, conhecidas como Basileia 3, que exigirá aportes de capital e tornará mais caro o custo do dinheiro para os bancos.
Além disso, as instituições aproveitam o momento de abundante liquidez internacional para acessar investidores externos pagando taxas próximas das mínimas históricas.
Quem mais buscou dinheiro lá fora foi o Itaú Unibanco, que atraiu US$ 5 bilhões, sendo 100% em notas subordinadas (para reforço de capital). Os recursos não são usados para a oferta de crédito de forma direta, mas amplia a capacidade para o banco operar no futuro.
Segundo um banqueiro que participou da última emissão de dívida do Itaú nesta semana, o banco ficou bastante satisfeito com a taxa conseguida (5,125% ao ano) e com a demanda alcançada pelos papéis, que superou US$ 8 bilhões. Procurado, o Itaú não comentou a operação.
Os bancos públicos não ficaram atrás. O Banco do Brasil captou US$ 4,7 bilhões no ano, de forma distribuída - metade em capital, metade em recursos para empréstimos. A Caixa Econômica Federal também realizou sua primeira operação de emissão de dívida externa, de US$ 1,5 bilhão e com o custo mais baixo da história para um banco brasileiro (2,375% ao ano na parcela de US$ 1 bilhão com vencimento em cinco anos).
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