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EM FOCO / BANCO DO BRASIL

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Reestruturação ou diminuição do BB em Pernambuco?

27/11/2012 às 11:14
Gonzaga Patriota - Deputado Federal (PSB-PE)
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Confira abaixo o discurso do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) sobre a reestruturação que ocorre no Banco do Brasil em Pernambuco, com prejuízos aos empregados lotados na CSL e  na CSO em Recife.

Reestruturação ou diminuição do Banco do Brasil em Pernambuco?

"No dia de ontem, 21 de novembro, recebi de um funcionário graduado do Banco do Brasil no Estado de Pernambuco, um e-mail relatando as possíveis alterações feitas pelo banco na área de logística em Recife. Pelo conteúdo do e-mail, Senhor Presidente, a diretoria do Banco do Brasil em suas ações para o próximo ano, diminuirá imensamente a importância desse querido banco não só em Pernambuco, mas, em todo o nordeste. E pior, essas ações mexem inicialmente com as vidas das famílias de mais de 700 funcionários que devem perder suas funções.

Nas áreas de logística e operações do Banco do Brasil iniciou-se uma grande reestruturação, que atinge especialmente Pernambuco, com a migração de postos de trabalho, serviços e renda para a região Sudeste.

No Banco do Brasil temos no Recife dois grandes centros que coordenam e centralizam serviços dos demais Estados do Nordeste. Na área de logística temos o CSL – Centro de Serviços de Logística, que é responsável pela realização de licitações, compras, administração de contratos e obras de engenharia, entre outras atividades. Na área de suporte operacional temos o CSO – Centro de Serviços de Suporte Operacional, que executa, entre outros serviços, análise de operações de crédito e cadastro de clientes das agências, controle contábil, serviços de malote e compensação.

Na reestruturação prevista haverá, nos dois centros acima citados, redução de postos de trabalho e a absorção de grande parte das atividades por centros que serão criados na região Sudeste – dois em Belo Horizonte, dois em Curitiba e dois em São Paulo.

Também com esta migração, Senhor Presidente, os valores que são pagos aos prestadores de serviços, e que superam a cifra de 200 milhões no Nordeste (em operações de crédito esta cifra apresenta-se dez vezes maior), passarão a ser administrados pelo centro que absorverá os serviços no Sudeste.

Daí perguntamos:

1. Qual o motivo de mais uma centralização de atividades na região Sudeste, indo na contramão da política do Governo Federal, que tem trabalhado no sentido de equalizar o potencial das regiões?

2. Não seriam as regiões Norte e Nordeste merecedoras de ter pelo menos um grande centro de serviços do Banco do Brasil, pois apenas três capitais do Sul/Sudeste ficarão com cerca de seis grandes centros?

Historicamente, a tendência de empresas estatais, como se fossem independentes, como se fossem livres de seguir a orientação do governo, é agir conforme o mercado, e com isso dirigem os seus investimentos para o Sul e Sudeste do Brasil. Mas aqui ocorre uma oposição à nova política brasileira, que se dirige contra a centralização no Sudeste, desde o governo Lula até a presidenta Dilma. Ou seja, em quistos de Brasília realizam autêntico fogo amigo, atirando contra uma política econômica que tem tido sucesso. O Recife, Pernambuco, o Nordeste, respiram hoje um ar novo, de reconstrução, de inserção em um Brasil respeitado em todo o mundo. Mas o núcleo de estatais como o BB não vê ou não quer ver.

A diretoria do Banco vem tomando assim diversas decisões que culminarão em severas consequências financeiras e sociais para seus funcionários de Recife e os habitantes da região, sempre pregando o slogan da “RESPONSABILIDADE SOCIAL”. O “BOM PRA TODOS” parece restrito a um pequeno grupo de diretores da instituição que atuam aqui em Brasília e que decidem suas estratégias sem considerar o corpo social que compõe a entidade, e que acumula as atividades e funções das mais diversas durante seus anos de dedicação e trabalho para o desenvolvimento da empresa.

Quem tem acompanhado o processo mais de perto tem notado que as palavras dos dirigentes têm uma volatilidade bastante grande, mudando de opinião de acordo com a comodidade da situação, aproveitando-se em não apresentar nunca nada por escrito. Apresentam-se como banqueiros e não como bancários, que deveriam ser.

A certeza é que esta é mais um a decisão POLÍTICA, ou seja, tomada de maneira não aleatória, por motivos bastante particulares, e sem razão; sabemos sim, que não é baseada em aspectos econômicos, estratégicos ou da qualidade dos serviços prestados, dos quais muitas vezes o banco é tomado como referência.

Esta reforma da forma que está, Senhor Presidente, prevê a retirada de serviços (cadastro, operações, licitações, etc.) de caráter decisório e estratégico para região, tornando não só o estado de Pernambuco como o próprio Nordeste um celeiro de executores de funções mecânicas e de importância questionável perante a complexidade do conglomerado Banco do Brasil.

Nesta reestruturação quem sai perdendo não é só Pernambuco, mas o Nordeste como um todo. Gostaria de fazer um apelo ao Presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para rever e reanalisar as ações do banco para 2013.

Uma coisa posso garantir: Pernambuco e a região nordeste não serão prejudicados em detrimento do sul ou sudeste. Mais uma vez."

Deputado Gonzaga Patriota, Presidente da Frente Parlamentar da Polícia Rodoviária Federal

O discurso está disponível para dowloand aqui

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