
A intransigência do Banco do Brasil não tem limites. A direção da empresa rejeitou o pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) para que a perseguição aos funcionários que participaram da greve acabe.
Durante a reunião, ocorrida na segunda-feira (03/12), o BB até admitiu que alguns gestores extrapolam, mas se negou a alterar o comunicado que dá margem para que as férias, abonos e licença prêmio sejam alterados de forma unilateral pela empresa.
Em alguns casos, o banco ainda ameaça abrir processo administrativo. Um verdadeiro terrorismo com os bancários que apenas exerceram o direito legal à greve. Com a inflexibilidade, o Ministério Público solicitou ao BB a apresentação de uma proposta que não prejudique os funcionários. O prazo termina na segunda-feira (10/12).
O movimento sindical adiantou que vai continuar a luta em defesa dos trabalhadores, seja por ações sindicais ou na Justiça, se necessário. O secretário-geral do Sindicato da Bahia, Olivan Faustino, ressalta que o BB utiliza métodos da época da ditadura. “As ameaças e o terror imperam, exatamente como acontecia no regime militar. A tortura acontece de diversas formas”, diz.
O caso
De acordo com o acordo coletivo, os dias parados têm de ser compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, até 15 de dezembro. Se até lá restarem dias, o banco deve aboná-los automaticamente.
No entanto, o BB violou a convenção e agora pressiona para que os bancários compensem integralmente as horas com a ameaça de retaliações para quem não fizer o exigido.
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!