
De fato, os bancos privados estão na contramão do desenvolvimento econômico. Entre janeiro e setembro, as cinco maiores organizações financeiras (Bradesco, Itaú, Santander, HSBC e Citibank) fecharam 7.286 postos de trabalho.
Em janeiro, o setor empregava 286.087 funcionários. Já em setembro, o número era de 278.801. As demissões representam 2,5% do número de trabalhadores no primeiro mês do ano. Os dados são do Dieese.
Campeão em lucratividade, com R$ 10,1 bilhões em nove meses, o Itaú também lidera a lista dos bancos que mais desligaram. Ao todo, 7.831 trabalhadores foram colocados para fora.
E esta tem sido uma política adotada pela empresa. Em todos os trimestres pesquisados, o banco reduziu postos. O Citibank e o Bradesco demitiram um pouco menos no mesmo período. Foram: 665 e 584 dispensas, respectivamente.
Situação pode piorar
Se a situação do emprego bancário já é ruim, pode ficar ainda pior. Desde a última semana, o Santander tem promovido demissões em massa. De acordo com informações, as dispensas já chegam a 2 mil.
Além disso, o Citigroup também anunciou que desligaria 11 mil trabalhadores em todo o mundo. Com o corte, 14 agências seriam fechadas no Brasil. O HSBC seguiu a tendência e demitiu 40 funcionários em todo o país.
Como consequência do processo de reestruturação do sistema financeiro, milhares de bancários perderam emprego. Além do prejuízo para os demitidos, o clima se insegurança se instala nas agências. A sobrecarga de trabalho aumenta o risco de doenças ocupacionais. O que acaba por interferir na qualidade do atendimento prestado à população.
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