
O Brasil gerou 1,25 milhão de empregos entre janeiro e setembro, mas, novamente, o setor mais lucrativo da economia, foi o que menos contribuiu. No mesmo período o sistema financeiro abriu 2.876 postos de trabalho, ou seja, 0,6% do total de vagas abertas no país.
Quando comparado ao mesmo período do ano passado, a queda é de 84,2%. O resultado só não é pior porque os bancos públicos seguiram contratando. Nas organizações privadas, houve o fechamento de 7.286 postos de trabalho, não contabilizadas aí as mais de duas mil demissões feitas pelo Santander neste mês.
A rotatividade de mão-de-obra também continua sendo utilizada para reduzir os salários. Entre janeiro e setembro, o salário dos trabalhadores contratados foi 38,65% inferior ao dos desligados. A remuneração média dos funcionários admitidos foi de R$ 2.693,79 e a dos desligados de R$ 4.390,87. Na economia brasileira, a diferença é de 7%.
As mulheres são as mais prejudicadas. A média salarial das bancárias desligadas (R$ 3.759,23) é 24,5% inferior à dos bancários que saíram (R$ 4.978,38). Na verdade, elas já entram com remuneração reduzida, R$ 2.322,88, contra R$ 3.031,86 dos homens.
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