
As regras deveriam entrar em vigor em 2013, mas prazo foi adiado para 2016
As novas regras ortográficas da língua portuguesa ainda não entraram plenamente em vigor, mas a ABL (Academia Brasileira de Letras) já tem propostas de mudanças e ampliação no acordo. Segundo o acadêmico Evanildo Bechara, as alterações são “coisa muito pequena” diante da abrangência do acordo ortográfico.
Uma das mudanças diz respeito à divisão de palavras compostas em duas linhas diferentes do texto, se ela tiver hífen. Pelo novo acordo, se o primeiro termo da palavra composta ficar em uma linha de texto diferente do segundo termo, o hífen precisa ser escrito no final da primeira linha e repetido no início da segunda linha.
No exemplo do “guarda-chuva”, se “guarda” ficar na primeira linha e “chuva” na linha seguinte, a pessoa deve escrever “guarda-” e depois “-chuva”. Segundo Bechara, a Academia defende que não seja mais obrigatório repetir o hífen na segunda linha. Nesse caso, a palavra seria escrita “guarda-” e depois “chuva”.
O novo acordo também prevê que o hífen seja suprimido em palavras compostas, cujo primeiro termo se encerre em vogal e o segundo, nas consoantes “r” ou “s”. As palavras são unidas e o “r” ou “s” é duplicado, como é o caso de “contrarregra”.
Mas a ABL propõe que a regra não se aplique a palavras cujo segundo termo seja um nome próprio, caso de “anti-Stalin” ou “anti-Saddam”. Para Bechara, o ideal é que o hífen seja mantido, para que a letra maiúscula do nome próprio seja conservada.
Outra proposta é incluir, no acordo ortográfico, a regra dos porquês. No Brasil, por exemplo, escreve-se “porque” (junto) quando é uma conjunção que dá ideia de causa ou explicação. Mas nas perguntas, por exemplo, se escreve “por que” (separado). De acordo com Bechara, isso não acontece em Portugal, já que lá o “porque” é escrito junto mesmo nas perguntas, salvo algumas exceções.
Bechara também defende que o acordo elimine as exceções às regras, uma vez que isso complica, ao invés de simplificar a ortografia. Apesar de desejar propor as mudanças, o acadêmico defende o acordo.
Obrigatoriedade é adiada para 2016
A adoção obrigatória do acordo ortográfico foi adiada pelo governo federal para 2016. As regras, já adotadas por setores públicos e privados desde 2008, deveria ser implementada integralmente em 2013.
O adiamento dá brechas para novas mudanças, apesar da adaptação já feita por jornais, livros didáticos e documentos oficiais. Os mais insatisfeitos com a nova norma são os professores de português, que dizem não terem sido consultados durante as discussões diplomáticas.
Em 2016 Portugal também deve adotar o acordo. Apesar de ter concordado oficialmente, o país ainda resiste e aplicá-lo. A ideia da norma é uniformizar a grafia do português em todos os países lusófonos, facilitar o intercâmbio de obras escritas no idioma e fortalecer o peso da língua em organismos internacionais.
O decreto do adiamento foi feito pelo Itamaraty. O texto precisa passar pela área jurídica da Casa Civil antes da assinatura da presidente Dilma Rousseff.
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