
A CSP-Conlutas esteve presente na missa de três anos da morte de Raimundo Chagas, mais uma liderança assassinada na Comunidade Vergel, localizada no município de Codó (MA).
O membro da Executiva Nacional da CSP Conlutas, Saulo Arcangeli e o representante do Quilombo Raça e Classe, Wagner Silva, representaram a entidade nesta manifestação. Além da Central, estiveram presentes a CPT (Comissão Pastoral da Terra), Fetaema (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura no Estado do Maranhão), Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA, Sindserm/Codó (Sindicato dos Servidores Municipais de Codó), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Codó, Paróquias de Códo (MA) e Coroatá (MA), além de pessoas de várias comunidades próximas.
A morte de Raimundo Chagas mostra a intensificação das violações aos direitos humanos de índios, ribeirinhos, quilombolas e camponeses no Maranhão. Processo que se acelera a partir do modelo de “desenvolvimento do campo” baseado em grandes projetos no estado e que expulsa trabalhadores do campo. Tal situação é favorecida por uma estrutura agrária injusta e violenta que teve seu início a partir da Lei 2.979 de 17 de julho de 1969, conhecida como Lei de Terras de Sarney, criada no governo do atual senador oligarca José Sarney. Por esta lei, grandes extensões de terras públicas ocupadas por comunidades camponesas foram transferidas para particulares, parentes e amigos da família de forma fraudulenta.
Nesse quadro de impunidade e miséria, situa-se a comunidade Vergel, zona rural de Codó, estado do Maranhão, que há 29 anos vive uma disputa de terras que ocasionou as três mortes e várias tentativas de homicídios. No dia 14 de Janeiro de 2010 foi assassinado covardemente por dois tiros nas costas Raimundo Chagas, quando se banhava no açude próximo da casa, junto com seus dois netos de 12 e dois anos. Foi a terceira vítima mortal dentro da área muito valorizada por sua riqueza em madeira.
Desde seu assassinato, que até hoje está impune, realiza-se na comunidade uma missa para em memória ao companheiro e pela defesa dos direitos dos que vivem em Vergel.
“A CSP- Conlutas permanecerá acompanhando a comunidade Vergel e lutando para que seja garantida a regularização das terras para a comunidade e que os acusados não fiquem impune, pois infelizmente, parte do judiciário maranhense e da polícia do estado tem contribuído muito para esta situação de violência no campo contra os trabalhadores”, concluiu Saulo Arcangeli.
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