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DESTAQUE / ENCONTRO ESTADUAL

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Bancários debatem os desafios de 2013 no I Encontro Estadual

Encontro apontou estratégias para combater os ataques já anunciados pelos banqueiros e pelo Governo para 2013.

28/01/2013 às 16:31
Ascom/SEEB-MA
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Foto: Ascom/SEEB-MA

O I Encontro Estadual dos Bancários 2013 foi realizado no sábado (26/01), na sede do SEEB-MA, na Rua do Sol, Centro de São Luís. Durante o Encontro, os bancários maranhenses aprovaram por unanimidade as contas do Sindicato referentes ao exercício de 2012.

Participaram do evento: o presidente da AEBA, Sílvio Kanner, o diretor da AFBNB, Dorisval de Lima, o presidente da CONTEC, Lourenço do Prado, o representante da Unidade Classista, Dilson Aquino, o presidente da FEEBNN, José Trabulo, além de dirigentes sindicais e bancários de base de todo o Estado.

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No período da tarde, ocorreu a cerimônia de posse dos delegados sindicais que exercerão o mandato 2013/2014. Pela manhã, o professor Fauze Chelala palestrou sobre a crise geral do capitalismo e as consequências dessa crise para os trabalhadores do Brasil, em especial, para os bancários.

Lucro à custa da exploração

Segundo Fauze, a solução encontrada pelo capital [banqueiros e Governo] para enfrentar a crise é aumentar a exploração, por meio das metas cada vez mais abusivas e da pressão por produtividade. Fauze explicou ainda que as demissões fazem parte do modelo capitalista, que se valoriza por meio da diminuição de custos.

“Desde 2005, percebe-se o crescimento dos ativos dos bancos, do número de clientes, mas em contrapartida, o número de contratações no setor bancário foi inferior a 3%. Em outras palavras, a busca incessante pelo lucro, resulta em demissões, exploração e no adoecimento crescente da categoria” – revelou.

A categoria precisa se organizar

Para Chelala, a organização e a conscientização são questões centrais para combater essa realidade de exploração vivida pelos bancários brasileiros.

“A categoria precisa lutar e resistir aos ataques dos banqueiros. A função do empregado não é lutar pelas metas do banco, mas pela conquista de melhorias. Já o movimento sindical precisa compreender que sua função é garantir que os direitos já conquistados não sejam retirados. Não podemos dar passos para trás, temos que caminhar para frente” – orientou.

Contraf-CUT, amiga dos patrões

O palestrante criticou ainda sindicatos, confederações e, especificamente, a Contraf-CUT, entidades que, segundo Fauze, deixaram de lutar pelos direitos dos trabalhadores para apoiar os gestores do modo de produção capitalista no Brasil, ou seja, os banqueiros e o Governo.

“Grande parte destas centrais tem a concepção de que é problema do bancário auxiliar o banqueiro a garantir o seu lucro. Mas, na verdade, os trabalhadores devem se organizar para conquistar salários melhores, melhores condições de vida, usufruindo de uma parcela maior da riqueza que eles produzem” – ressaltou.

Orientações contra os ataques dos patrões

No fim da palestra, Fauze apresentou algumas orientações para o movimento sindical combater as ofensivas dos patrões em meio à crise. Para o professor, além de se organizar e lutar pelos direitos já conquistados, os sindicatos precisam travar a luta a partir dos interesses dos trabalhadores, não se iludir com a classe dominante ou com o Governo, devem conscientizar a categoria contra a ideologia capitalista defendida pela mídia, aproveitar os momentos propícios para arrancar conquistas do capital e combater o inimigo [as centrais sindicais, que defendem os patrões] dentro das fileiras do movimento sindical.

Avaliação positiva

De acordo com o presidente do SEEB-MA, José Maria Nascimento, o Encontro teve uma avaliação positiva e apontou estratégias para combater a exploração, os abusos e as ameaças já anunciados pelos banqueiros e pelo Governo para 2013.

“A explanação didática e oportuna sobre a situação político-econômica do nosso país nos deu subsídios para combater os ataques da classe patronal, como a lateralidade no Banco da Amazônia, o novo plano de funções comissionadas no Banco do Brasil, as demissões imotivadas no Santander, o Acordo Coletivo Especial (ACE), o Projeto de Lei do senador Ciro Nogueira (PP/PI), que pretende fragilizar as greves bancárias, entre outros. O objetivo agora é levar essas informações para os demais colegas, nas agências, fortalecendo a luta do SEEB-MA pelos bancários do Maranhão” – finalizou.

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