
A lei da economia sobre a oferta e a procura está baseada em dois movimentos: a capacidade de produção da sociedade e o comportamento das pessoas. O equilíbrio econômico acontece quando a primeira consegue atender a segunda, de preferência dentro da mesma nação. É quase utópico alcançar um equilíbrio “ótimo” entre oferta e procura, mas é meta e deve ser mandato das autoridades governantes buscar o menor desequilíbrio entre eles.
Os gastos dos brasileiros no exterior em janeiro, recorde para todos os meses desde 1947, revelam o comportamento das pessoas: querer e poder consumir. Foram US$ 2,29 bilhões injetados na combalida economia dos países ricos, que devem estar agradecidos pela “forcinha” bilionária vinda dos vizinhos de baixo.
As compras frenéticas lá fora também revelam o outro movimento da lei básica da economia: o Brasil não tem capacidade de produzir o suficiente e com custo atrativo o que as pessoas querem e podem comprar. Essa ineficiência perdeu até para o dólar mais caro, comparado às cotações de um ano atrás. Em janeiro deste ano, o dólar oscilou entre R$ 1,98 e R$ 2,04. Em janeiro de 2012, a cotação variava entre R$ 1,73 e R$ 1,86.
Renda em alta e desemprego baixo podem ser as alavancas desse processo de “exportação” do consumo. Mas certamente não são a causa exclusiva do atual desequilíbrio. O comportamento dos brasileiros é uma devolução de tudo que o país lhes proveu nos últimos anos. Como a capacidade de produzir e atender à demanda não foi acompanhada pela melhora das condições financeiras da população, o shopping internacional fica com a festa.
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