PLANTÃO / ECONOMIA

Criar um filho até os 23 anos no Brasil custa até R$ 2 milhões
28/02/2013 às 10:15
SEEB Bahia
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No Brasil, para criar e sustentar um filho custa caro. Os pais têm de se desdobrar financeiramente e os custos podem chegar até R$ 2 milhões, segundo pesquisa publicada pelo Invent (Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing).
O cálculo foi feito em relação aos gastos até os 23 anos e é referente a classe A (renda superior a R$ 25 mil por mês). Para as outras faixas econômicas, os números caem, mas continuam altos: para a classe B (renda de R$ 6 mil a R$ 25 mil) os gastos chegam aos R$ 948,1 mil, para classe C (renda de R$ 2 mil a R$ 5.999,00), R$ 407,1 mil, e na classe D (menos de R$ 2 mil), os gastos são de R$ 53,7 mil.
O aumento nas contas é acontece ainda na gestação da mulher. O orçamento sobe entre 20% a 30%, em média. Com o crescimento do filho, as despesas ficam mais do que evidentes. Os custos sobem de até R$ 63 mil até os quatro anos para R$ 122 mil entre 20 e 23 anos.
O maior gasto é com a educação. As famílias chegam a gastar quase R$ 704 mil com os estudos. Quando o assunto é lazer, as diferenças são claras entre os orçamentos das diferentes classes sociais.
Enquanto um filho da classe D reservaria o mínimo necessário para a atividade, R$ 4,8 mil durante os 23 anos, para as classes B e C, os valores aumentam para R$ 94,8 mil e R$ 38,8 mil, respectivamente. Na classe A, alcançam R$ 421 mil.
Para evitar o endividamento e orçamentos apertados no fim do mês, consultores do ramo revelam que o planejamento financeiro deve ser o melhor aliado. Se planejar com cerca de dois anos de antecedência, pesquisar preços antes de comprar, relacionar despesas com babá, vacinas, farmácias e pediatras e investir na poupança para o futuro do filho são algumas das dicas importantes para os novos pais e mães do país.