
O Ministério Público do Trabalho (MPT) obrigou o Bradesco a contratar cerca de 100 terceirizados do setor de cartões. Eles serão demitidos da empresa Manpower e contratados pelo banco, pois exercem funções de típicas de bancários. A empresa terceirizada não poderá pressionar os trabalhadores a pedir demissão. Eles terão de ser demitidos para receber, principalmente, a multa de 40% sobre os depósitos do FGTS.
Há tempos o setor de cartões do Bradesco, localizado nas concentrações Cidade de Deus (Osasco) e Rio Negro (Alphaville), é reconhecido por conta da falta de condições de trabalho. Desta vez, o banco não escapou.
No dia 30 de janeiro, fiscais do MPT flagraram os funcionários terceirizados executando tarefas de bancários. Os terceirizados, inclusive, tinham como chefe um supervisor que é funcionário do Bradesco.
Uma grave irregularidade encontrada pelos fiscais é a de quebra de sigilo: os terceirizados tinham acesso às informações dos clientes, dados que só bancários podem acessar.
A verdade é que o Bradesco estava mantendo "funcionários" de segunda classe, já que esses trabalhadores executavam tarefas de bancários sem receber o salário da categoria e nem os benefícios como vale-refeição no mesmo valor, convênio médico, PLR, auxílio-creche/babá, etc.
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