
Maior banco privado do país, o Itaú, é também o mais contraditório. A empresa que acaba de comprar a Credicard, a mais antiga e conhecida emissora de cartões do Brasil, por quase R$ 3 bilhões, é uma das que mais demite. Somente no primeiro trimestre foram cortados 708 postos de trabalho.
Em um ano, a redução é ainda maior e chega a 6.679. Desde 2011, a organização financeira eliminou mais de 14 mil vagas de emprego. O pior é que dinheiro o banco tem de sobra. Tanto que o pagamento pela Credicard será feito em dinheiro e não envolverá troca de ações.
Com a transação, o Itaú desbancou o Bradesco e o Santander, que tinham apresentado propostas. O mais interessante é que as duas organizações financeiras também são responsáveis pelo fechamento de postos de trabalho. Em um ano, as três extinguiram 10.217 vagas de emprego.
Os números mostram que o interesse dos bancos é apenas pelo lucro. O Itaú, por exemplo, já era o maior emissor de cartões de crédito e débito do país, com cerca de 30% do mercado, e não queria perder a posição para o Bradesco, que tem 20%. Já o Santander tem apenas 7%.
Incertezas
Agora, os 1.200 funcionários da Credicard estão incertos com o que pode acontecer, já que o Itaú é muito conhecido pela política de cortes. O atual quadro é responsável por atender os 4,8 milhões de cartões da empresa no país. Demitir aumentaria ainda mais a sobrecarga.
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