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PLANO DE SAÚDE CAIXA A CADA DIA PIOR

10/02/2011 às 00:00
SEEB-MA
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Embora não reconheça, a Caixa é a responsável pela saúde dos seus empregados.   Todos estão vendo o caos que ora ocorre com o atendimento do Saúde Caixa no Maranhão. Há muito tempo a rede de credenciados vem diminuindo, tanto no interior como na capital. Em outubro do ano passado, o UDI, um dos maiores hospitais do Estado suspendeu o atendimento. Agora é a vez do São Domingos.  Antes do Saúde Caixa, existia o PAMS, um plano em que os empregados da CAIXA não pagavam mensalidade. Quando utilizado, gerava custo progressivo, de acordo com o salário de cada um. A Caixa custeava o plano, garantindo uma boa rede de médicos e hospitais credenciados. Nos últimos anos, passando a disputar o mercado, como qualquer banco privado, a Caixa estabelece metas abusivas, o que, aliado à baixa quantidade de empregados, aumenta o adoecimento desses. Além disso, a empresa impôs por muito tempo política de reajuste zero nos salários e, como o custeio do plano era atrelado a um percentual da folha de pagamento, passou a dizer que o PAMS era inviável, forçando, assim, a migração de todos para o Saúde Caixa, um plano de mercado, que visa ao lucro.  Naquele momento, a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), hoje Contraf-CUT, se contrapunha à migração e denunciava o que isso representaria de ruim para a saúde dos bancários. Depois de 2003, no entanto, a CONTRAF passou a defender o governo, tornou-se parceira da empresa e, assim como se esqueceu da reposição das perdas salariais, também desprezou a defesa do antigo PAMS, passando a fazer apenas brandas críticas ao Saúde Caixa. O passar do tempo evidenciou o prejuízo causado aos empregados pela mudança de plano. A Caixa é responsável pela saúde dos empregados, embora insista em omitir esse compromisso, assim como o faz em relação a outros assuntos.   O SEEB-MA cobra melhorias no Plano de saúde da CEF   Vários médicos no Estado não aceitam, há algum tempo, o plano de saúde, e a situação só piora. Os bancários adoecem nas agências – muitas em péssimas condições de trabalho – e quando necessitam de atendimento para si ou para os familiares, não obtêm atendimento. Tânia Goiabeira, representante do SEEB/MA junto à Comissão de Credenciamentos da Regional do Saúde Caixa (antiga GIPES/FO), relata que tem procurado a maioria dos profissionais que se descredenciaram. “Eles informam que têm suas faturas glosadas e quando procuram resolver o problema, em contato com a Caixa, em Fortaleza, não são atendidos a contento. Aumentam os custos com gastos de telefone, sem alcançar a solução do problema”, diz Tânia. “Muitas das vezes não recebem os valores e então suspendem o atendimento”, complementa.   Tânia participou, terça feira (01/02), de mais uma reunião, em Fortaleza-CE, com a supervisora do Saúde CAIXA, Luciana Bezerra Pereira Gomes, e com o gerente da área de gestão de pessoas da CAIXA, Antonio Henrique España,ocasião em que ficou estabelecida a vinda de representantes daquela área para novas negociações com os hospitais, a partir de 07/02.   Essas reuniões aconteceram de segunda a quarta-feira (07, 08 e 09/02). Segundo informações, embora tenha ocorrido o retorno dos representantes da Caixa, até amanhã, sexta (11/02), deve ser anunciado o resultado do entendimento com a UDI. Enquanto isso, também segundo informações da própria Caixa, representantes do Hospital São Domingos garantem que o atendimento está acontecendo normalmente.   O diretor financeiro do SEEB-MA, Raimundo Targino Jr., afirma ser necessário mudar essa situação. “O Sindicato, além de acompanhar as negociações da área regional de saúde com o Hospital UDI, já solicitou  reunião com a gerência nacional do plano, a GESAD (Matriz), pois em nível regional não conseguimos evoluir para a solução dos problemas”, esclareceu ele. Ao tempo em que colhe assinaturas em um  abaixo-assinado dos empregados da Caixa no Estado, para levar à reunião com a gerência nacional, o Sindicato protocolou, no dia 04/02, representação junto ao Ministério Público do Trabalho contra a Caixa, por negligência desta com a saúde dos seus empregados e familiares.  Após essas reuniões, será convocada uma assembleia dos empregados da Caixa para avaliar a situação. “Se não tivermos um desfecho que beneficie os trabalhadores, ampliaremos a mobilização, com a construção de um movimento de paralisação dos empregados”, afirma Enock Bezerra, diretor de organização do SEEB/MA.     Por Sáride Maíta

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