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Na manhã desta terça-feira (15/02), o Sindicato dos bancários do Maranhão realizou em frente à Superintendência Estadual do Banco do Brasil, na Praça Pedro II em São Luís-MA, um ato público de repúdio à política de descomissionamento de gestores que não atingem as metas abusivas impostas pelo banco. Diferentemente da sua bicentenária história em nosso país, o Banco do Brasil agora segue os mesmos ditames dos bancos privados: lucros financeiros escorchantes e nenhum compromisso com o desenvolvimento do nosso Estado. Na esteira dessa lógica irresponsável, a Superintendência Estadual do BB degolou no último dia 10/02 (quinta-feira) seis gestores no Maranhão por não atingirem as metas exigidas pelo Banco. O BB, por ser público, não deveria se comportar como mero banco comercial. No Governo de Jackson Lago, para comprar a Folha de Pagamento do Estado, investiu dezenas de milhões de reais. Investiu outros tantos milhões na gestão de Tadeu Palácio para conseguir a Folha de São Luís. Mais tarde, sob a nova administração de Roseana Sarney e a de João Castelo nos governos estadual e municipal, o Banco teve de desembolsar outra quantidade enorme de Verba de Representação Negocial (VRN) para manter as folhas negociadas nas gestões anteriores. É fato que, para se reembolsar das vultosas quantias investidas nas transações com o Estado e municípios, o BB faz pressão insuportável para seus empregados atingirem metas absurdas de vendas de produtos. A política do medo é o modo covarde de exigir resultados inalcançáveis. Dentre os que atingem as metas, há quem adoeça e os que não atingem são descom issionados. Na Assembleia Legislativa do MA, o Deputado Bira do Pindaré também se manifestou a respeito da política do banco, defendeu assim as questões bancárias: “Uma instituição como o Banco do Brasil, que é um banco público, não pode se reduzir apenas a um competidor de mercado e o que está acontecendo na prática é isso. Estão explorando os funcionários, aterrorizando com metas absurdas. Para comprar uma folha de pagamento hoje há uma verdadeira guerra entre as instituições financeiras. E depois que vencem a guerra, querem explorar o sangue dos funcionários e da população empurrando bugigangas financeiras que quase nada acrescentam à vida da nossa população.” Por Sáride Maíta
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