
Os frentistas cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira (16), na capital maranhense. A categoria protesta em defesa dos direitos trabalhistas e contra a forma vulnerável que vivenciam, no dia a dia, nos postos de combustível.
O frentista Carlos Eduardo Nascimento de Jesus foi assassinado covardemente na noite deste domingo (15). O crime aconteceu no posto Paloma 4, na entrada do bairro São Raimundo. De acordo com informações, um homem cheou a pé e anunciou o assalto. Carlos Eduardo teria colocado a mão no bolso para retirar o dinheiro e o bandido achou que ele estaria sacando uma arma. O assaltante disparou um tiro acertando o frentista, que morreu no local. Uma frentista também foi baleada, mas está internada no hospital Clementino Moura, o Socorrão II.O criminoso montou na garupa da moto e fugiu.
O presidente do Sindicato dos Frentistas do Maranhão, Kelpes Oliveira, lamentou o episódio ocorrido com o frentista. Ele disse que não existe câmeras nos postos de combustível e segurança treinado para inibir ação dos marginais.
- Existem postos em que o trabalhador exerce o papel de vigilante. Isso está errado, pois ele não é especializado para exercer a função. Ele está sendo pago para trabalhar com frentista. Esse é o tratamento que o frentista recebe do dono do posto de combustível. Isso é um absurdo ! - criticou.
Kelpes afirmou que a greve tem como intenção mobilizar a categoria e exigir do setor patronal um salário digno, plano de saúde para os frentistas.
- Trabalhamos com uma substância cancerígena chamada benzeno. Esse produto tem feito mal para os trabalhadores dos postos de combustíveis. A categoria não dispõe de plano de saúde. Esse é o momento que temos para reivindicar dos patrões melhoria salarial e um tratamento mais digno - enfatizou.
O movimento dos frentistas conta com o reforço do presidente da Federação Paulista de Frentistas, Luís Arraes. Ele também lamentou o assassinato do frentista e afirmou que a família vai receber todo o apoio jurídico.
- Visitamos a família do frentista assassinado. E vamos apoiá-la juridicamente, pois fomos informados que ele trabalhava no posto sem a carteira assinada. O nosso advogado vai entrar com pedido de indenização tendo em vista o rapaz ter sido assassinado enquanto trabalhava. Vamos processar o posto de combustível por crime de fraude. Não justifica que a empresa contrata o trabalhador e fica sem registrar a carteira por três ou quatro meses - contesta.
Luís Arraes foi categórico em dizer que os patrões também são culpados a latrocínios envolvendo frentistas durante o trabalho.
- Os postos de combustível não tem câmeras para facilitar a polícia no reconhecimento do criminoso. Falta segurança treinado e o trabalhador fica exposto. No caso da morte do frentista do posto Paloma 4. Ele estava apenas com R$ 50 reais no bolso o que aumenta a fúria dos assaltantes e acabam os trabalhadores dos postos de combustíveis sendo assassinados. Enfim, o patrão não está preocupado com a vida do trabalhador, mas, sim, com o dinheiro dele - argumenta.
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