
A receita dos três maiores bancos brasileiros com juros é desproporcional ao tamanho deles, conforme indica um levantamento da revista britânica The Banker. O Itaú, apesar de ser só o 39º maior banco do mundo no ranking geral da revista, é o 12º quando o assunto é cobrança de juros. O conglomerado financeiro recebeu US$ 27,687 com empréstimos no ano passado.
O Banco do Brasil, 36º do mundo em tamanho, é o 14º em cobrança de juros, com US$ 23,73 bilhões. O Bradesco é o 16º nesse quesito (com US$ 21,247 bilhões no ano passado), mas apenas o 42º em tamanho.
Juntos, Itaú, BB e Bradesco ganharam US$ 72 bilhões com juros em 2012. O indicador usado para definir o tamanho dos bancos é o chamado “capital de nível 1″, que inclui apenas a parcela dos ativos considerada de melhor qualidade.
Juro básico
A taxa básica de juros no Brasil está hoje em 8% ao ano. O número é bem mais baixo do que os 45% alcançados em março de 1999, mas ainda superior à maior parte dos países. Em termos reais (descontada a inflação projetada), a taxa é a quarta mais alta do mundo, abaixo apenas de China, Rússia e Chile, em um ranking de 40 países elaborado pela MoneYou.
No ano passado, o setor público brasileiro gastou R$ 214 bilhões com juros pagos aos credores, dos quais R$ 105 bilhões saíram dos cofres da União, Estados e municípios e o restante foi pago por meio da rolagem da dívida, segundo o Banco Central.
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