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PLANTÃO / BANCOS

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Cresce exposição de bancos brasileiros no exterior

26/07/2013 às 13:28
Estadão
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Bancos brasileiros dão seus primeiros passos numa estratégia de internacionalização de suas atividades e já estão expostos a outros mercados em mais de US$ 50 bilhões. Os dados inéditos são do Banco de Compensações Internacionais (BIS), que modificou sua forma de apresentar os fluxos bancários no mundo, incluindo novos países e mostrando que os créditos e empréstimos de bancos brasileiros para outros mercados estão entre os maiores nas economias emergentes.

O presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, tem repetido que a prioridade agora é integrar as operações após a fusão, para só então partir para o exterior.

Nos últimos meses, seus executivos vêm sondando o mercado na América Latina, com análises de balanços de bancos e conversas com executivos. O objetivo é comprar um banco na América Latina.

Agora, os números do BIS revelam que, de certa forma, a internacionalização já começou. No total, bancos brasileiros têm créditos e empréstimos no exterior avaliados em US$ 51,4 bilhões.

Nos países ricos, em geral, a exposição dos bancos brasileiros chega a US$ 28 bilhões. Em termos individuais, o maior mercado é o americano, com US$ 12,6 bilhões.

A maior parte da atividade está na Europa, com créditos de US$ 15 bilhões. O Reino Unido é o principal destino, com US$ 3,6 bilhões, contra mais de US$ 1 bilhão na Alemanha, Bélgica, Portugal ou Espanha.

Os bancos brasileiros, porém, não estão expostos à Grécia, país que sofre com problemas de dívida e deixa o mercado nervoso. Outra constatação é de que os bancos nacionais estão também de olho no mercados emergentes. Mas de forma ainda tímida. Créditos e empréstimos de bancos brasileiros a outros mercados em desenvolvimento totalizam US$ 9,7 bilhões. Praticamente toda a atividade está na América do Sul.

Os empréstimos ao mercado chileno por bancos brasileiros supera a marca de US$ 6 bilhões, contra US$ 1,1 bilhão na Argentina e outros US$ 1,1 bilhão no Uruguai.

Na Ásia, por exemplo, a exposição é de meros US$ 609 milhões, quase tudo na Coreia do Sul. A região recebe créditos de mais de US$ 1,3 trilhão e é hoje uma das mais dinâmicas. O mercado chinês é praticamente inexplorado.

Em comparação ao mercado internacional de transações bancárias - de cerca de US$ 31,5 trilhões - a participação dos bancos brasileiros ainda é pequena. Mas é quase dez vezes maior que os bancos chilenos, mais de seis vezes a atuação dos mexicanos e o dobro de bancos turcos.

No entanto, o valor equivale a um terço da movimentação dos bancos portugueses e bem menor que a exposição de mais de US$ 1,3 trilhão de bancos espanhóis ou os US$ 3,7 trilhões dos bancos ingleses. J.C.

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