
Os bancos brasileiros mantêm o ritmo de crescimento elevado, com lucro líquido recorde a cada ano. Mas, quando o assunto é emprego a história muda completamente.
No primeiro semestre, as organizações financeiras admitiram 20.230 trabalhadores e demitiram 22.187, saldo negativo de 1.957 empregos.
O déficit só não foi maior porque a Caixa abriu 2.804 vagas entre janeiro e junho, conquista garantida pelos empregados na campanha salarial de 2012.
Tem mais, o resultado dos bancos é o pior de todo o sistema financeiro, composto ainda pelas empresas de seguro e capitalização. Nos seis primeiros meses, todo o setor gerou 3.005 postos de trabalho.
Além do corte brusco dos empregos, as organizações financeiras ainda reduzem os salários dos admitidos. Os desligados de janeiro a junho tinham remuneração média de R$ 4.523,65. Já os contratados recebem em média R$ 2.896,07, o que representa uma diferença de 36%.
Os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho explicam porque a massa salarial da categoria tem reduzido nos últimos anos, mesmo com aumento real de 16,2% nos salários e de 35,6% no piso desde 2004.
“Os bancos aumentam absurdamente o lucro, reduzem o quadro de funcionários e a remuneração dos novos funcionários. É uma manobra cruel de concentração de renda”, alerta o presidente do Sindicato da Bahia, Euclides Fagundes.
O dirigente lembra que o fim das demissões e da rotatividade, além da contratação de mão de obra para melhorar o atendimento à população e acabar com a sobrecarga de trabalho são pontos da pauta de reivindicações da categoria, que será entregue à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), na terça-feira (30/07).
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