
São inúmeras as desigualdades existentes no Brasil. Uma das mais gritantes está ligada às relações de gênero. Apesar das mulheres representarem hoje a metade da categoria bancária e, algumas até com nível de escolaridade superior ao dos homens, elas continuam com salário 25% menor do que o deles.
Os números do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostram que o salário inicial da mulher é de R$ 2.479,92, contra R$ 3.290,43 do homem. Quando são desligadas, a remuneração média das bancárias é de R$ 3.713,43, contra R$ 5.314,74 dos bancários. Ou seja, 30% menor.
As desigualdades também são percebidas nos cargos mais altos do banco. No Itaú, por exemplo, os executivos da diretoria, a maioria homens, recebem em média R$ 9,05 milhões por ano, o equivalente a 234,27 vezes o que ganha o bancário.
No Santander, a situação é a mesma. Um diretor recebe R$ 5,6 milhões anualmente, 145,64 vezes o salário de um caixa. No Bradesco, que paga R$ 5 milhões anuais para o alto escalão, a diferença é de 129,57 vezes. Um absurdo.
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